quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

• Abram a pestana!…

O meu anti-social estado de alma típico nesta época de Natal - de todos os Natais da minha vida adulta - levou-me a escrever isto, noutro dos meus blogs.

Este ano, marcado indelevelmente pelo Covid-19, vejo que essa suma individualidade que nasceu Jorge Mario Bergoglio proferiu esta frase que cito abaixo:


“Que esta dificuldade também nos ajude a purificar um pouco

o modo de viver o Natal, de festejar, saindo do consumismo.”

- Papa Francisco


A dita dificuldade a que Sua Santidade se refere outros a rotularam de “novo normal”.


Neste blog destila-se rasquice, ateísmo e baixa política. Não seria expectável eu citar com admiração e respeito este grande player da cena política global.


E no entanto, este Papa será sempre elogiado e exaltado aqui, por ter bem mais merecimento do que muito alto dirigente político mundial*. Dado bastas vezes nos mostrar um certo pensamento que namora a desconstrução de hábitos e valores perfeitamente supérfluos da nossa pobre civilização. And that pleases me a lot.

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* Que não se julgue que abomino a classe política no seu todo. Só mesmo aqueles que sofrem de cegueira ideológica. E até acho que estou a desenvolver um certo PPC, political platonic crush, por, vejam lá, pela alemã… Ursula von der Leyen.

domingo, 29 de novembro de 2020

• Lockdown

Lockdown, ou em bom português, confinamento. Estado de espírito que nos é incutido neste boring 29 de Novembro de 2020.

Na Alemanha o seu governo encontrou uma forma inteligentemente humorística de comunicar aos seus cidadãos o que é preciso fazer para colectivamente combatermos esta pandemia que vivemos neste maldito ano.


O coitado do povo alemão que justamente sempre interiorizou que é preciso trabalhar, trabalhar, trabalhar, agora é-lhe dito que o que se impõe neste momento é dar um golpe de rins mental e… 


...não fazer nada. 


Nada mesmo. A ponta dum corno. Rien du tout. Nothing at all. Zilch. Néris di pitibiriba.


Para escutar estas mensagens do governo alemão, é mister clicar aqui, aqui e aqui, para se ver as três diferentes stories, convertidas em anúncios tv.


Nos States, como se vê na imagem no topo deste post, recorre-se a uma linguagem plutôt  cinematográfica para dar algumas orientações fundamentais à malta toda… Faz parte, Hollywood é uma importante indústria lá p'ra aquelas bandas.


E assim vai o mundo.

sábado, 17 de outubro de 2020

• I'm a luxury shopper

Ontem comprei na loja Hermès de Lisboa esta mala Kelly k28.

Dito assim, para quem é leigo na matéria, este facto não parece nada de relevante. Mas para os entendidos, isto é uma façanha ilustre, não ao alcance de qualquer um, pelo menos à primeira démarche.


Estou a enveredar por uma nova actividade. Sou um luxury shopper. Ou mais completamente, um personal fashion and luxury shopper.


Eu pensava que um tal player na nossa sociedade era muito dispensável. Quem é que precisa de alguém para fazer as suas compras no seu lugar?… 


Creiam-me, não basta bater com um grosso maço de notas num balcão para comprar o que quer que seja. É preciso também ter uma aparência credível. Mostrar conhecimento sobre o que se quer adquirir. E mais uns poucos segredos, que são a alma do negócio e que, portanto, vou guardá-los para mim.


As marcas de luxo podem ter como política não vender tudo sem mais nem menos a qualquer potencial cliente. Podem reservar alguns artigos mais exclusivos, produzidos em edições limitadas, só para quem entendam corresponder a certos standards. E é aí que um luxury shopper pode dar jeito.


Ainda há dois dias eu pensava “it’s just a bag, for heaven’s sake!…”, quando debutei a tentar compreender os meandros deste mercado dos artigos de luxo...


Ontem, quando vivenciei e tentei interpretar toda uma necessária mise en scène para a aquisição daquela mala Kelly, e sobretudo quando a tive diante dos olhos ao vivo - cor terre battue e couro epsom - conclui que… Não, não é apenas uma mala de senhora. 


É um objecto de culto, com todo o mérito. É um reconhecido símbolo* dum subentendidamente elevado status social.


E eu estou rendido à futilidade. Aos pequenos mistérios das vidas de faz de conta. Afinal, acredito que eu até daria um razoável actor.


Se eu começasse a contar tudo o que sei e que experienciei, os meus leitores diriam que eu fantasio bués. E no entanto…

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* Para que se tenha um ideia, existem empresas nos States que alugam estas malas Kelly - e outras, está bem de ver - à hora para que senhoras as possam exibir em eventos mais especiais e elitistas.

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

• Isto!...

É disto que o meu povo gosta!… Uma boa e rija peleja.

E que melhores players para uma tal luta de galos do que estes dois grupos estereótipos de pessoas, com mindsets tão diametralmente opostos entre si?… 


Qual Big Brother, qual Naked Attraction*, qual quê!…


Eu haveria, claro, de torcer pelo grupo dos crentes. Torço sempre pelos mais fracos. De físico e de espírito.

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* Este último reality show ainda não chegou à Tugalândia… Mas não deve tardar muito. Já vi produções televisivas mais pró pornográficas no canal generalista que um dia há-de passar a chamar-se TVM. M de Malveira, como é óbvio...

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

• A Real Politik

Esta verdade, que até poderia ser de La Palisse, vi-a já há algumas décadas atrás dita por Edson Athayde e atribuída por este ao seu alter ego, o imaginário tio Olavo…

Numa pesquisa recente, parece que afinal essa autoria é de um senador brasileiro, Esperidião Amin, do estado de Santa Catarina…

No final, o que ambos estes cidadãos querem chapar-nos na nossa cara é que para se conquistar o poder em eleições suposta ou minimamente democráticas e livres há que:
  • Antes do sufrágio, é mister prometer amanhãs que cantam, apanágio de ideologias de esquerda,
  • Depois do dito sufrágio, e com o poder já conquistado, há que implementar de imediato todas as medidas mais impopulares e eventualmente necessárias, prática sempre indissociável dos politicos da ala direita.

E com o aproximar do fim da magistratura, voltar ao mesmo. É assim a normal alternância dos ciclos políticos nas agendas de governos: esquerda, direita, esquerda, direita Pena é que o ciclo positivo, o esquerdino, dure tão menos tempo que o seu oposto…

Mas, pronto, já sabemos todos com o que contar. Que para surpresas já bastam as pandemias que por aí virão.

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

• José Ortega y Gasset

Hoje pela manhãzinha fiz a descoberta deste mui ilustre filósofo espanhol, José Ortega y Gasset

É mesmo incrível como no fim do século XIX e no princípio do século passado, o dito século das luzes, a humanidade foi bafejada com tão brilhantes mentes, tão lúcidas e altamente promissoras… 

E depois veio a época dos totalitarismos, a partir dos anos 20. Dos quais até aos dias de hoje ainda vão subsistindo umas réstias podres dessa moléstia que dá na fruta...

Será que neste século vamos repetir os mesmos erros?… É que já despontam por aí, por todas as latitudes, tantas novas ervas daninhas… Até nos países supostamente mais desenvolvidos, bem instalados na carruagem da frente da civilização, como os Estados Unidos da América...

sexta-feira, 24 de julho de 2020

• How to deal with scammers

I reckon everybody has come across in their inboxes with some email messages sent by scammers, these despicable, no-good, time wasting dumb creatures…

I did. And after years and years of being pissed off by these guys, I decide to take some action!…

Since these people are so bad in essence, I’m going to get down to their level. And be mean. Really mean!…

They will see with whom they are messing with!… I'm worst than Texas!... After all, I’m a triple Scorpio*, and today I'm really feeling like a bad, bad boy!...

I’m starting to reply to all scammer’s messages with this disgusting text, shown below:


Let’s turn this thing viral. Let’s give these stupid mean people what they deserve, again and again, until they give up!...
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* My zodiac sign is Scorpio, plus someone said to me one day I have both the Sun and Moon in Scorpio

Note: Anyone who would like to follow me in this fight against scammers globally, please feel free to download the picture above or copy and paste the text below:

I was just about to blow my brains out with a gun…

But then my computer notifies me I have a new email message…

I checked it… And it’s just another fucking scammer!!!…
SHIT!!!… DAMN!!!…

When we will both meet in hell, it won’t be just the devil
you should be afraid of, you stupid no-good lousy piece of shit!…

quinta-feira, 9 de julho de 2020

• Sobre as touradas...

Quando eu era um petiz inconsciente, entre os meus 3 a 8 anos, vivi em casa dos meus caros avós maternos, mesmo ao lado dum edifício imponente e marcante desta cidade de Lisboa: a Praça de Touros do Campo Pequeno.

O meu avozinho, na sua boa fé, sempre incentivou os seus filhos e netos a gostar do espectáculo da festa brava. 

Levava-os a assistir a touradas, para criar ou desenvolver o gosto por aquilo. E conta a senhora minha mãe que o pai dela, quando não podia entrar na Praça por razões do dever chamando para outras missões, pedia a qualquer estranho na fila da bilheteira para levar consigo o seu filho ou neto menor, uma vez que este não podia entrar sozinho, devido à tenra idade.

Não me lembro de tal awkward situation ter acontecido comigo, ir com um estranho assistir a uma corrida. Mas bom, com o meu avô, sim. E como se pode deduzir, eu passei a detestar a dita “festa do touro”. O efeito contrário ao que o meu avô pretendia.

Na altura, não estava ainda muito consciente do errado que há na tortura de animais. Era mais por ser forçado a estar onde não queria lá muito permanecer.

Um dia lembro que minha mãe quis que eu fosse numa visita guiada aos bastidores da Praça do Campo Pequeno.

Deambulei pelas caves daquele redondel, então já adolescente. Pelos camarins dos toureiros e por uma área mais sombria: o touril. E as recordações que me restam é que aquilo tresandava a morte por todo o lado. Uma coisa  simplesmente sórdida…

Há uns 10 ou 15 anos atrás, por acaso subi desde o centro comercial da mesma Praça até às bancadas. Assim como quem anda a vaguear sem propósito fixo. E dei por mim a ser testemunha duma amostra da reles cobardia humana.

Era uma dita garraiada, festa organizada por uma qualquer associação de estudantes universitários. Que consistia nisto: Um grupinho de palermas, na grande maioria machos, rodeavam um bezerro, imóvel no meio da arena.

O animal viria a ser um touro de lide, provavelmente. Mas naquela ocasião ainda era bem juvenil. E coitado, estava tolhido de medo. As suas patas tremiam como varas verdes. Os seus cascos pareciam colados ao chão de areia. E os valentões dos moços estudantis, aproximavam-se dele, um a um, para lhe bater. Para o picar, com palmadas no focinho. Grandes homens, aqueles!…

O animal devia ter sido acabado de ser arrancado da lezíria, onde crescia feliz. E viu-se de repente rodeado de tantos humanos, como nunca antes na sua vida. E o medo não o deixava mover-se dali, do centro da arena e das atenções das bestas.

Então, para mim, mesmo que me digam que é só uma brincadeira, que aquilo não faria mal ao pobre animal, eu fiquei com vergonha de ser da raça humana. Da mesma raça daqueles estúpidos cobardes.

Os espectáculos no circo - da célebre política do panem et circenses - do grande Coliseu de Roma acabaram.

E muito bem, porque vejamos, provocar sofrimento em outros seres, sejam estes homens ou animais, de uma forma consciente e deliberada, não pode servir de atracção. De entretenimento. É errado. Ponto final parágrafo.

Quando o Coliseu de Roma debutou a ser uma ruína, houve um salto civilizacional que se concretizou. Um salto igual um dia irá acontecer a todas as Plazas de Toros neste mundo inteiro.

Essa subida de nível da civilização já começou na Catalunha, em Espanha, país tão pleno de afición. E todos nós sabemos, mesmo os que vivem da festa brava - cavaleiros, toureiros, ganaderos, etc. -, que isso vai calhar a todos. Porque, mais uma vez recordo à saciedade, o sofrimento, a tortura, enquanto razão da existência dum espectáculo, é algo E-R-R-A-D-O!!!…

Só que há que fazer pela vidinha… E por isso os aficionados só esperam é que a extinção das touradas venha a acontecer nas gerações vindouras. Não na sua. E esperneiam. E invocam a tradição.

São tão-só uns grandessíssimos filhos de puta*.

Na nossa praça coabitamos amiúde com um comentador televisivo - que não vou nomear aqui, mas toda a gente o vai reconhecer - de quem posso afirmar até por vezes apreciar a sua voz reivindicativa.

Filho duma grande poetisa, da qual não terá herdado a sensibilidade. Só do pai terá recebido a rusticidade. E que se encarniça como um Rottweiler contra o PAN, Partido das Pessoas, Animais e Natureza. Que terá elegido como o seu ódio de estimação predilecto.

Sinto pena dele, ao vê-lo espumar da boca com raiva contra a razão pura… Não fica nada bem na fotografia, quando se transmuta num irreconhecível troglodita.

People, make no mistake. One day bullfighting shows will be banished. All over the world.

O mundo vai evoluir nesse sentido e todos nós o sabemos. Mesmo os que persistem vivendo em negação desse facto.
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* E aqui há que pedir perdão às concubinas, meretrizes e matriculadas desta vida, às quais eu presto o meu maior respeito e homenagem.