terça-feira, 10 de abril de 2012

• Falsa partida

Na ânsia de me sentir mais útil à sociedade - mais do que sendo apenas um bobo duma inexistente corte, que presume ser engraçado no que escreve nuns blogs que poucos cibernautas lêem, ou ninguém mesmo - resolvi tomar a iniciativa de me oferecer como voluntário para o que quer que fosse numa reduzida parte desta Terra sob soberania nacional, mas muito esquecida. 

Tal como eu, que ando muito desprezado pela humanidade e pelo mercado de trabalho. Deve ter sido por isso que tive a ideia peregrina e romântica de me pôr ao serviço duma comunidade tão pequenina quanto eu próprio me sinto.

O que eu pretendia com isto? Quiçá umas fériazitas de 2 a 3 meses, com alojamento e comidinha garantidas por algum bom criador de vaquinhas frísias e produtor de queijo do Corvo. Tentando ajudar o homem nos cuidados com os seus animais e pastos. Por exemplo. Ou fazer algum serviço burocrático para o município local ou empresa de transportes. Ou qualquer tipo de dinamização socio-cultural.

Não deu. Contactei a Câmara Municipal do Corvo, como mencionei num outro blog, cujo link está no texto acima, no primeiro parágrafo. Respomderam-me com amabilidade. Ao menos deram-me essa atenção. Mas que não precisam de voluntários. E julgaram que as minhas intenções eram arranjar um emprego na função pública na região autónoma dos Açores…

Dá-me vontade de proclamar… Hoje em dia postos de trabalho são bens tão escassos que não me atrevo a disputá-los com os demais, se a minha subsistência neste planeta puder ser assegurada com uma prestação de serviços a troco de cama, mesa e roupa lavada, para quem me adoptar como criança grande.

Já não vou perturbar a pacatez da ilha do Corvo. Que esta fique bem tranquila, lá no meio do Atlântico, como sempre. Tanto melhor para os corvinos e os cetáceos seus vizinhos… e talvez para mim também.

Porventura mais altos voos me esperam.

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