segunda-feira, 25 de maio de 2026
• Pura alegria
Não é a terra que me viu nascer. Eu fui parido no bairro de Alvalade em Lisboa. Numa clínica privada que hoje em dia - ironicamente - é um lar de idosos. Mas eu aprendi a gostar de Torres Vedras no ano passado.
Fiz questão de ir ontem ao Jamor. Testemunhar aquilo a que se chama a festa da Taça. E vi um mar de gente tão desequilibrado que me deu a sensação de haver ali 1 adepto do Torreense para 10.000 do Sporting. Era tão grande assim a danada da desproporção. Digo, cá fora do vetusto Estádio Nacional.
Eu sou do leão, por causa do nome do bairro onde vim ao mundo. Mas fiquei desgostado com o carácter acéfalo daquela mole humana toda. Não me revejo naqueles adeptos. Pareciam não destoar dos burgessos dos benfiquistas na sua patetice…
Em surdina desejei na altura que todos aqueles energúmeros parassem de quedar-se naquele estado assaz estupidificante de incontida euforia. Como se o que viria a seguir fossem favas contadas. Como se a sorte ou o azar não entrassem na equação.
O universo deve ter ouvido as minhas pragas àquela turbe. Não presenciei o jogo, não havia bilhetes e deveriam ser caros, claro. Abandonei aquele pic-nic enorme e pus-me a salvo da boçalidade. O SCUT fez o resto. Fiquei feliz. Se fosse ao contrário não teria ficado.
Aqui deixo algumas capas de jornais deste dia histórico. Com o devido destaque para aquele que tem a melhor manchete, "ninguém leva a mal". E quem levar é só estúpido.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)






























Sem comentários:
Enviar um comentário