quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

• Manual do Cidadão Rasca - intro

Hoje vou iniciar aqui neste blog uma série de contributos ou subsídios para a feitura do "Manual do Cidadão Rasca".

Esse será o meu livro fuchsia - é moda escolher uma cor para os livros doutrinários dos grandes pensadores e eu escolho esta cor, porque não?… - que será um guia para a minha resistência armada (em parva) contra o sistema, esse abstracto sacana.

Saber ser um Cidadão Rasca não é fácil e exige muita criatividade para sobreviver no meio dos não-rascas.

Talvez o primeiro mandamento do magnífico Manual do Cidadão Rasca deva ser este: em nome dessa sobrevivência, impõe-se fazer um recuo estratégico de quando em vez e deixar de ser Cidadão Rasca. Convertendo-nos num aldeão rasca.

Vejamos um exemplo duma medida neste sentido.

Isto de viver na grande Olissipo já deu o que tinha a dar. A tão apregoada e artificial crise que os media estão sempre a querer fazer-nos zumbir nos nossos ouvidos, a mando dos donos da economia global, está a dar-me ganas de me mudar para junto das planícies infinitas e passar a ver lá o nascer do sol todos os dias.

Vou começar já, inda antes da mudança, a procurar fundar uma espécie de vida social com os nativos dessas paragens idílicas, com recurso ao feicebuque. Que na tradição oral local tem uma pronúncia toda própria.

4 comentários:

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Pietrinamigo

Acompanho-te. De todo o coração, juro que te acompanho. (Para já, sigo-te). A nossa idiossincrasia e a nossa onomatopeia, bem como a nossa dialéctica helicoidal e recarregável, obrigam-me a tomar esta atitude. E, já agora, um copo de malvasia.

Até agora seguia ipsis verbis o «Manuel de Berros» por Manuel de Barros. Mas, a partir de hoje e seguindo as linhas labirínticas semânticas e obnóxias tens-me aqui para o que der e vier. Prefiro este último, de preferência em €€€€€€. Sempre fazem mais jeito.

Cidadão Árraska

Abç

Com já te disse no magnífico blogue - os meus são melhores, não desfazendo - da tua candidatura, vai até à minha Travessa, si us plau.

S* disse...

ahahah A internet é mesmo um mundo à parte!

Giuseppe Pietrini disse...

É da sabedoria milenar. Já Confúcio dizia que "um tolo encontra sempre outro tolo que o segue".

Foi o que me veio primeiro ao pensamento. Mas depois reparo melhor… Deambulo pela Travessa… E o único tolo genuino aqui sou eu. Mas ainda que dois reais tolos houvesse… Não seria suposto o mais vivido e mais talentoso ser o primeiro a ser seguido? E não o contrário?…

Este mundo está às avessas… Mas desde quando é que o mestre se refere nos termos em que o fizeste, Henrique, a um protótipo de pupilo, muito ainda do caloirinho?…

Mas já que falamos na minha casta preferida de Madeira… e que somos ambos lagartos… vou fingir que não percebo nada e que também nem sei quais os ínvios concursos de circunstâncias que levaram a que esbarrássemos um com o outro neste ciberspaço, submundozito onde muito bem dizes que é preciso muito cuidado para ver bem onde pomos os calcantes…

Sinto-me um catraio à tua beira, Henrique. Como não podia deixar de ser. Tás a fazer uma festa no meu cabelo desgrenhado de puto charila. Obrigas-me, a partir de ora em diante, a andar penteadinho. Caraças!…

Bom Natal, companheiro mestre.

Giuseppe Pietrini disse...

S*, tens toda a razão!

Há de tudo na net, desde mentes mais cheias até às mais vazias. E com todas eu aprendo. Inclusivé com as tuas pequenas coisas.

E porque quero contigo continuar a aprender, e a poder ler o que vais escrevinhando no teu blog, jamais irei produzir qualquer comentário que te desmotive.

Feliz Natal, vianense S*.