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domingo, 2 de agosto de 2026

• Ceuta

Eu não acompanho à letra Pedro Sánchez, primeiro-ministro do reino de Espanha em todas as nobres causas que ele defende. Embora eu me considere sempre pertencente à mesma família política que a dele.

Também não sou pró-Palestina. Neste conflito eterno mantido entre judeus e palestinos nunca vou esquecer que atrocidades são cometidas de ambos os lados, é certo. Só que tenderei sempre mais para o lado de Israel. Para o dum abnegado povo que constrói, estando a viver lado a lado doutro que nada ou quase nada contribui para esta nossa humanidade. Independentemente dos líderes que os judeus elegem serem de direita ou de esquerda.

Dito isto, leio recentemente uma publicação no Instagram com uma opinião sobre o que se passou nestes dias em Ceuta. E apesar do que disse atrás, não deixo de compreender todos os supostos factos que nesse post são relatados, teorias da conspiração à parte.

É demasiado evidente que tudo não passou duma maquinação orquestrada. Se envolve tanto Marrocos, Israel e os Estados Unidos tal como descrito… Não sei. Mas que é plausível, é.
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Nota: vejo alguns brasileiros eternamente traumatizados com colonizações históricas - que já deviam ter sido ultrapassadas e remetidas para os livros de programas escolares sobre a matéria, de modo a não serem esquecidas mas também nem sempre relembradas - a afirmarem sem qualquer pudor que Ceuta* é uma colónia espanhola...

E eu digo: Ceuta não é uma colónia. É um território em África que foi conquistado primeiramente por Portugal e que depois passou para a posse da Coroa espanhola. Possessão essa que por acaso está noutro continente, em África. Os territórios conquistados por Portugal e Castela aos mouros na Península ibérica deveriam ser considerados colónias, sendo assim?...

* Esse pedaço de terra cuja bandeira aqui acima mostrada ainda conserva - apesar de ser cidade espanhola - o escudo português e se assemelha tanto a uma outra bandeira, a do município de Lisboa.

domingo, 17 de maio de 2026

• Kubark

Há uma semana atrás estive a visitar o Museu do Aljube, em Lisboa, tal como conto neste outro post doutro blog meu.

Uma visita que recomendo a quem não tem memória do período bem negro da história de Portugal - o chamado Estado Novo - e da própria humanidade em que alguns de nós viveram no século passado. Entre os quais me incluo, mas dentre aqueles com a "RAM" intacta.

Um dos factos que mais relevância me despertou neste museu foi a história da PIDE, Polícia Internacional e de Defesa do Estado, e dos seus métodos de acção. Ali descobrimos algo de que já poderíamos suspeitar, ou seja, das relações que esta instituição repressiva teve com outras congéneres de países estrangeiros.


Entre estas, uam estreita e regular colaboração com as SS e a Gestapo da Alemanha nazi e a polícia secreta de Mussolini, a OVRA, Organizzazione per la Vigilanza e la Repressione dell'Antifascismo, eram, claro, perfeitamente expectáveis de terem acontecido. Mas após o final da segunda guerra mundial e a extinção do regime hitleriano, eis que a portuguesinha PIDE teve que se virar para outras parcerias. Desta vez de regimes ditos democráticos.

KUBARK era o criptónimo ou nome de código secreto da CIA, Central Intelligence Agency, utilizado para se referir à própria CIA ou num sentido mais lato aos Estados Unidos da América. Alcunha que, suponho eu, terá sido encetada durante o período da guerra fria.

Um documento daquela sinistra agência mantido top secret até 1996, o famoso Kubark Counterintelligence Interrogation, foi o guia inspirador para os inspectores pidescos que se encarregavam de arrancar a suposta verdade da boca de opositores ao bota d’elástico, o querido António de Oliveira Salazar. 


Que aliás defendia que todos esses malandrecos desses meliantes não passariam de perigosos bombistas e que para poupar vidas de homens, mulheres e crianças das acções dessa gentinha justificava-se que se lhes aplicassem - assim como quem não quer a coisa - uns valentes safanões. Cínico de merda!...

Naquele assaz ilustre documento se sintetizava então a ciência exacta de dominar completa e eficazmente a alma duma outra pessoa. Até ao ponto de esta deixar de ser uma pessoa.

Assim se perpetuou a tortura em pleno século XX no meu país. E ainda há quem diga que esses é que eram bons tempos…

domingo, 25 de janeiro de 2026

• 8 de Fevereiro

Não vai ser como a primavera marcelista da democracia. Sim, porque Marcelo Rebelo de Sousa protagonizou uma primavera também. Após o longo inverno - há quem diga inferno - cavaquista.

Mas vai ser - seguramente, digo eu - uma das maiores cabazadas que o populismo primário e o ódio sofrerão

Nem quero pensar num cenário diferente. Precisamos dessa higiene política. Há um persistente cheiro a mofo no ar que respiramos, a crescer de tal modo que já se vem tornando insuportável.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

• Das presidenciais

Desculpem lá o mau jeito e que vou escrever,
gentchi, mas...

Ponham lá o g’anda nóia ao lado do Rei de Espanha*, ambos em pé a posar para a fotografia numa cimeira ibérica…

Conseguem sequer imaginar desde já a vergonha alheia colectiva que iriamos sentir?…

O gajo que não pense que lá porque faz como o Marcelo, aparece na pantalha como comentadeiro político, que vai ganhar esta merda de caras e com uma perna às costas…

Ainda me vem à memória uma foto em que o Felipe e o Pedro Suarez, rei e primeiro-ministro, posaram ao lado do Marcelo e do Costa, seus congéneres do lado de cá. A volumetria comparada dos pares dava uma ideia aproximada da dimensão dos territórios das duas nações também comparadas.

Mal por mal, o Capitão Iglo** vai ganhar o meu voto. E não julguem agora que é por causa da sua estatura física ou moral. Não é, de todo.

Só espero é que sendo eu um cidadão rasca e estando a ter agora um discurso de tasca - até fiz verso, bolas!... - que deste modo venha a prejudicar a próxima campanha eleitoral dele.

Um Feliz Natal, caros leitores, suas aves raras queridas, se não nos virmos antes, como soe dizer-se.
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* Esse calmeirão do Felipe VI, esse magano!….

** Não, não estou a falar do g’anda maluko do Manuel João Vieira, com a sua nova imagem pública… Refiro-me antes a Henrique Eduardo Passaláqua de Gouveia e Melo.

sábado, 29 de novembro de 2025

• Unidos...

Ao fim duma bela carrada de anos* a Câmara Municipal de Torres Vedras - território onde tenho o meu habitat - mudou de mãos.

E eu resido talvez na freguesia mais laranjinha de Portugal inteiro. Onde esta coligação de partidos travestida de movimento cívico, os Unidos por Torres Vedras, teve um resultado de mais de 80% dos votos. Caramba…

Um cidadão torriense de gema ali das bandas do Turcifal confiou-me que essa esmagadora vitória foi devida a um bulldozer político de sua graça Pedro Vaza. Que já teria obra feita por Bucket List Bridge, a mais pequena freguesia do concelho.

Voltando à coligação, esta é constituída por PSD, CDS e… Volt. Esse partido dito pan-europeu. Que nas legislativas andavam a fazer campanha pelas ruas e cafés de Santa Cruz. Deve haver alguma relação umbilical à terra de alguém deste partidozeco. Chegaram a chatear-me enquanto estava descansadinha da vida no Café Parque. E eu devolvi-lhes a amabilidade, citando-lhes uma frase de Bansky.

O facto é que o PSD achou por bem arrebanhá-los. Ainda hei-de verificar que vereações o Volt e o CDS torrienses lucraram com isto.

Seja como for, os gajos bolaram um logotipo todo catita, o que se vê acima. Só por isso parabéns. Mas foi uma pena terem destronado a Laura Rodrigues de Jesus Rodrigues. Só por causa dumas razões muito private minhas.
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* Quiçá desde as primeiras eleições autárquicas depois do 25 de Abril, ainda não conferi.

quarta-feira, 15 de maio de 2024

• Dedicado a vós, parolos

Vós, os parolos que quiseram tanto a mudança… Agora aguentem!… Bem vos avisei que era melhor não mexer em equipa que ganha.

Agora temos um novo primeiro-ministro que nem quer aparecer. Alguém o viu por aí?… 

Temos um ministro das finanças que para desviar a atenção geral da sua incompetência vem mais uma vez com o discurso da tanga. Onde é que já vimos isto?…

Temos um ministro da defesa que nem sequer sabe o que quer dizer a sigla NATO/OTAN.

Temos uma ministra da administração interna que já percebeu que o que prometeram em campanha eleitoral às forças policiais não vai ser possível cumprir. O mesmo com o ministro da educação e a classe dos professores.

E a cereja no topo do bolo é termos um número quatro vezes superior de grunhos no parlamento, em comparação com o anterior status quo.

Agora não se esqueçam mesmo de continuar nesta senda e corram a votar no Dom Sebastião de pacotilha para o parlamento europeu. Já agora é só o que falta para ser uma paródia completa.

sábado, 30 de março de 2024

• O tuga no seu melhor

É que esta gente parece estar por todo o lado!... Um milhão de tugas* votaram contra o dito e tão famoso sistema. Mui descontentes e ressabiados contra aqueles, segundo eles, que só querem tachos e viver à conta da mama do estado.

Já se sabia que havia muitos portugueses a viver abaixo dum qualquer limiar de pobreza.

Agora sabemos também que o que grassa na nossa sociedade não será tão-só uma pobreza financeira. Ou como se alvitra muito hoje em dia uma pobreza energética. Não. Pior do que tudo isso é a pobreza de espírito ou intelectual que por aí se revela atingir tanta mente outrora sã. Ou presumivelmente sã.

E agora a pergunta que se impõe é: o que raio se há-de fazer com esta seita tão numerosa?…

Não se pode exterminá-los. Isso seria feio. E eles até gostam de se sentirem martirizados. Talvez então se criarmos um novo Tribunal do Santo Ofício, não sei... Claro, numa versão bem mais positiva. Que lograsse transformar grunhos e fachos em democratas novos.
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* Tugas são aqueles portugueses a quem se aplica na perfeição uma velha expressão cigana: “ai c’o menino nã presta…

sábado, 9 de março de 2024

• Dia de reflexão

Hoje, sábado dia 9 de Março, é o famoso dia de reflexão, sempre na véspera dum dia de eleições.

Não é suposto fazermos campanha por qualquer partido político no dia de hoje. Mas este espaço é meu e eu faço o que bem me entender. E aliás, ninguém lê as minhas diatribes, portanto… Safoda!…

É hora de tomar uma posição. Não podemos mais ficar só sentados em cima do muro.

Eu nunca quis divulgar as minhas simpatias pelo partido em que sempre votei nas eleições para a Assembleia da República Portuguesa. Já aqui neste blog manifestei empatia por outros partidos, mas apenas em eleições autárquicas ou para o Parlamento Europeu.

Já votei no Bloco de Esquerda para uma presença numa Assembleia Municipal ou para vereador. O PAN também teve o meu voto em eleições europeias. E até votei uma vez sem exemplo num partido que considero abjecto, o PSD, para eleger a figura pública de Hernâni Carvalho para presidente da câmara municipal do concelho onde resido. Apenas porque é uma figura pública e iria atrair a atenção de todo o país e dos órgãos de comunicação social sobre Odivelas, esse subúrbio da região da grande Lisboa por vezes subvalorizado.

Amanhã outros valores se levantam. É imperativo que a direita não chegue ao poder. Sobretudo esta direita trauliteira e bafienta.

Eles já estão todos babando, salivando e sentindo de antemão o poder a cair-lhes nas mãos, fruto de anos e anos de maledicência militante. Nada está bem, tudo está mal, gritavam. Ei-los com as faces cheias de sorrisinhos imbecis. Havemos todos de lhes dar o troco amanhã, domingo dia 10!...

Também em Espanha Pedro Sanchez já tinha o seu destino traçado. E na volta o povo espanhol...

Indecisos, suas bestas, pensem só no seguinte cenário… Imaginem que durante a pandemia o Nosferatu Peter Steps Rabbit ainda era primeiro-ministro. A coisa não teria corrido a modos que tão bem quanto o bacano do António Costa lá foi conseguindo levar o barco no meio da tormenta.

E quem é que preferem para ministro das finanças?… Os sinistros Vitor Gaspar e Maria Luís Albuquerque?… Ou os bonacheirões Mário Centeno* e Fernando Medina?…

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* O Ronaldo das finanças, assim apelidado pelos seus pares europeus dos mesmos ministérios.

sábado, 29 de janeiro de 2022

• Cansado da burrice...

Cansado da burrice* de uma certa esquerda, desta vez amanhã vou providenciar para que o meu voto seja realmente útil.

Até agora tenho ocasionalmente incentivado com o voto alguns novos partidos a virem a ter representação parlamentar. Como por exemplo em 2019 quando votei no PAN. 

Desta feita que me perdoem não atribuir de novo esse empurrãozinho. Não é demérito vosso, ó gentes do PAN, e já agora, do Livre, também. É só devido à burrice de alguns partidos de esquerda que não sabem reconhecer que há um inimigo principal e comum que é mister derrotar, ou seja, a direita.

A direita está a pôr-se em bicos de pés, cuidando que vão crescer e que agora é a vez deles de regressarem ao poder. E uma certa esquerda prefere degladiar-se e desunir-se. Justo quando se impunha a atitude contrária.

Essa certa esquerda não percebe que está a dar mau nome aos políticos da sua metade do hemiciclo. E que nos provocam vergonha alheia. E até um certo repentino asco.

Aqueles que elegemos têm que ter as suas próprias agendas. Certo, é para isso mesmo que os elegemos. Para que representem os seus ideais que os distinguem dos demais. Mas também é necessário que saibam ler o momento político.

E o momento era para tudo menos para fazer birra.

O finca-pé ideológico - bem como a respectiva cegueira que pode fazer-lhe companhia - tem o seu tempo para acontecer. E este definitivamente não era o tempo. De todo!…

BE e PCP, desculpem-me, mas quero que percam. E que vos doa bastante a derrota. E que a vossa burrice não nos custe a ascensão da direita tuga. De toda a direita, desde o saco de gatos** que é o PSD até aos talibans lusitanos.

Receio bem que a burrice da esquerda seja o alimento de que carece a estupidez da direita… E que esta última tanto agradece.

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* Parece que quem um dia diagnosticou os sintomas desta burrice esquerdista foi Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil.

** Dos quais o famoso Zé Albino é o mais inocente de todos. E o único que deve ser fofo.

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

• Pandora papers

No princípio era o verbo. E também era tudo offshores, por toda a face da Terra, quando ainda era plana.

Mas depois e à medida que as sociedades humanas se foram desenvolvendo, os poderosos criaram esse conceito que são os impostos. A tal atitude de "Dar a César o que é de César", como eufemisticamente J. Cristo definiu esse fenómeno.

Um dia no entanto a classe política que nos governa a todos deve ter interiorizado que foram longe demais com a sua exigência de couro e cabelo que faziam a todos aqueles submissos que de um modo sacana apelidaram de “contribuintes”.

Então vislumbrou-se a necessidade de haver uma válvula de escape. Como tiveram de escolher um nome para esse instrumento, alguém terá alvitrado “offshores”. E a coisa pegou.

Só que… Não convinha nada que essa válvula de escape fosse do conhecimento geral. E muito menos que todo o bicho careta a usasse. Senão, todos iriam parar de pagar alguns impostos. 

Há impostos a que não se pode fugir, como é o caso dos impostos sobre o consumo, como o IVA. 

Já os impostos que incidem sobre os rendimentos, que nos custam tanto a ganhar, ou sobre heranças, que custaram tanto a amealhar aos nossos ascendentes, entre dinheiro e bens materiais…

É difícil aceitar que o estado ponha a mão naquilo para o qual não contribuiu ou ajudou nada. Daí que a evasão fiscal vá sempre buscar a este sentimento de injustiça a sua grande motivação e razão de existir.

Este jogo do gato e do rato é um desporto que sempre e para sempre será praticado. E o gato sabe que só pode perseguir o rato q.b.. Senão um dia o rato farta-se de levar demasiada porrada e embala a trouxa e zarpa para ir morar noutro pardieiro.

Por isso, o gato, ou seja o fisco, aplaude que haja offshores e não quer que estes alguma vez desapareçam. E pode ficar descansado, que nem todo o rato é mesmo rato. Ou esperto. Ou menos ainda chico-esperto.

E assim o sistema todo fica em equilíbrio. Mas lá muito de vez em quando vêm uns gajos desagradáveis que acham que têm de estar sempre a dizer que o rei vai nu. E põem a boca no trombone revelando listas de nomes de ratos que podendo perfeitamente pagar impostos como todos os outros não o fazem.

O último happening que estes gajos pariram foi baptizado de “Pandora papers”.

Só que estes tais gajos são só meio-espertos. Desconhecem o que é ser chico-esperto e qual é o modus operandi inerente de quem está nesse nível de hierarquia.

E se fosse preciso mais uma prova de que “portuguese do it better”, ei-la: os Pandora papers só conseguiram apanhar entre montes de big heads globais três peões de brega lusitanos, uns amadores pouco representativos da National Corruption League.

Esses três palermas* são o que se chama de “boi de piranha” na pecuária da Pindorama. Haverá mais do que três, claro, óbvio ululante!… Mas estes três foram os que todos os outros empurraram borda fora para serem sacrificados.

Pelo andar da carruagem, e porque estes Pandora papers são tão-só a segunda temporada de outra novela, os "ostracizados" Panama papers, acredito que a montanha vai parir uma vez mais aquilo que é costume: um camundongo.

E deste modo os ratos não estarão em vias de extinção. E os gatos podem dormir ronronando e descansadinhos da vida. E todos viverão felizes para sempre.

Vitória, vitória, acabou-se a estória!... 

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Ou então não quiseram pagar. Há que pôr em cima da mesa esta hipótese também.

sábado, 25 de setembro de 2021

• O dia de reflexão

“Para que raio existe o dia de reflexão?…”, li hoje mesmo no Twitter.

Eis então um excelente mote para a reflexão do dia: o dia de reflexão for dummies.

Eu creio que o dia de reflexão que se instituiu antes de todo o acto eleitoral serve para já pelo menos para depois de ouvir todos os pantomineiros e seus fanáticos acólitos que vieram fazer arruadas aqui no beco onde eu moro...

...Sossegar a mente o suficiente para resolver não votar nesses palhaços, esquecer das pitinhas boazonas que os acompanhavam, só para abrilhantar o happening - quais bailarinas de cantores pimbas - mas também tentar cativar para as suas causas. E ainda encontrar a solução para o enigma, ilustrado na infografia que aqui partilho.

Agora falando sério… Podemos todos concordar que campanhas eleitorais não podem ir até à hora da abertura das urnas, certo?…

Então talvez pudéssemos considerar antes dessa abertura um quarto de hora de reflexão. Em vez de 24 horas. Para quê esse desperdício de tempo, que é dinheiro, dizem alguns. Mas depois…

Se calhar isso não seria prático. Seria difícil travar os ímpetos dos que estivessem activos nessas campanhas em apenas quinze minutos. E levá-los a cumprir a lei pelas autoridades, então seria um pesadelo para estas últimas.

Mas será que é preciso tanto tempo, como as tais 24 horas?… Eu reflecti e julgo que sim.

Um dia inteiro até nem é muito para esfriar a cabeça, depois de duas semanas de indecorosa e pornográfica demagogia.

Até mesmo os políticos, apesar de tudo e deles mesmos, acharam que haveria esta necessidade de dar um tempo à relação entre nós e eles.

Este intervalo de descanso é tão necessário para nós todos como para eles. E vejamos porquê…

Nas campanhas eleitorais eles forçam-se a si mesmos a dar beijinhos a velhas desdentadas e criancinhas ranhosas e com birra nas feiras do relógio que por aí há, em todo a Tugalândia.

Depois, na noite das eleições têm de parecer finos para ir a conferências de imprensa nos hotéis Altis desta vida.

Ora, entre as feiras e o Altis, há que ter um bom banho de imersão, para tirar todo o sarro acumulado. E um dia inteiro para essa higiene pessoal não me parece assim nada de mais.

E pronto. Aí está a suprema justificação para a premência desse dia de reflexão.

Agora, gentes, não me venham nunca mais com dúvidas sobre a existência deste dia, fáxavôr... E também é escusado me agradecer por ter vertido sobre vós a minha expertise e sapiência.

domingo, 13 de junho de 2021

• How low can you go?...

Eu tenho desistido nos últimos anos de tecer quaisquer comentários sobre a vida política na Tugalândia… Mas hoje tenho que meter a boca no trombone.

É que alguns meninos têm andado a ter um comportamento demasiado rasca… E eu não posso permitir essa concorrência comigo, de forma nenhuma!…

É dia de Santo António. E bem antes deste dia, normalmente festivo e de tréguas políticas, houve quem quisesse agitar as águas porque sim. Porque acreditam que é essa a sua missão neste planeta.

Enfim… O PSD faz tão mal às pessoas de bem que lá vão parar!... E pensar que tudo podia ser ainda 10 vezes pior se estes infelizes tivessem em tempos idos trocado o Rio pelo Montenegro...

Tivemos agora então o Carlos "trocado por miúdos”, numa tola acção de pré-campanha eleitoral armado em carapau de corrida, a concorrer para a Câmara Municipal de Lisboa…

É pelo menos essa a mensagem subliminar que eu - julgo que legitimamente - posso retirar do cartaz tão lindinho que se vê aqui acima. How low can you go, PSD?...

Agora a sério… Eu até acho que já topei a dele… Se consumirmos mais sardinha, pouparemos a espécie dele porque teremos a barriga cheia e já não o iremos comer com molho à espanhola.

Esta manobra que este rapazinho faz com esta forma de comunicar tem um nome técnico, que é “querer ver o cerco pegar fogo”. 

Este aprendiz de canalha é um perigoso pirómano. Da escola da política de terra queimada do seu mentor ou Messias, Peter Steps Rabbit, de má memória.

Ontem, outros petizes mais inofensivos mas não menos irrequietos quiseram organizar um chamado “arraial liberal”, sob a capa de evento político. Que o foi, de facto. Com tomadas de posição expressas com arco e flecha. 

Bem infantis mas altamente esclarecedoras do crédito que todos nós lhe devemos atribuir.

Acho que nem devia perder tempo para falar destes infelizes ressabiados da IL. Mas enfim, já está dito.

Se esta cambada de gajos dispensáveis é que são os tais dos filhos da nação, pobre da nação…

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

• A Real Politik

Esta verdade, que até poderia ser de La Palisse, vi-a já há algumas décadas atrás dita por Edson Athayde e atribuída por este ao seu alter ego, o imaginário tio Olavo…

Numa pesquisa recente, parece que afinal essa autoria é de um senador brasileiro, Esperidião Amin, do estado de Santa Catarina…

No final, o que ambos estes cidadãos querem chapar-nos na nossa cara é que para se conquistar o poder em eleições suposta ou minimamente democráticas e livres há que:
  • Antes do sufrágio, é mister prometer amanhãs que cantam, apanágio de ideologias de esquerda,
  • Depois do dito sufrágio, e com o poder já conquistado, há que implementar de imediato todas as medidas mais impopulares e eventualmente necessárias, prática sempre indissociável dos politicos da ala direita.

E com o aproximar do fim da magistratura, voltar ao mesmo. É assim a normal alternância dos ciclos políticos nas agendas de governos: esquerda, direita, esquerda, direita Pena é que o ciclo positivo, o esquerdino, dure tão menos tempo que o seu oposto…

Mas, pronto, já sabemos todos com o que contar. Que para surpresas já bastam as pandemias que por aí virão.

sexta-feira, 8 de maio de 2020

• Bolsominions

Os “Bolsominions" é como passaram a ser denominados os cidadãos apoiantes - diria até fanáticos - do presidente Jair Bolsonaro, na gíria local do seu país, a Pindorama.

O muito bem bolado termo “Bolsominion” - como todos devem saber já, mas não é de mais explicar isto às pessoas que há muito deixaram de ser criancinhas - deriva dos Minions, esse pequeno exército de hirsutos seres amarelos - also known as Mínimos em Portugal, embora quase ninguém por cá tenha adoptado essa designação aportuguesada - que estão ao serviço nos filmes de animação da série “Despicable Me” - no Brasil chamam-lhe “Meu Malvado Favorito” e em Portugal “O Mal Disposto” - dos estranhos e terríveis projetos desse grande líder chamado Gru.

O autor deste blog patético também poderia muito bem ser apelidado de “O Mal Disposto”… Assim sou visto por muito boa gente... Mas não sou ainda tão famoso que justifique alguma outra alma dar-se ao trabalho de me pôr uma alcunha. Ainda não…

O autor deste blog, entre outras coisas, tinha até algumas semanas atrás uma franca actividade profissional como guia turístico. O que me impelia a ter que lidar e conviver com um significativo número de viajantes provenientes das terras de Vera-Cruz.

Muitos desses espécimens ou animais racionais eram genuínos Bolsominions. Mesmo quando aparentavam ser donos de alguma sagacidade.

No topo deste post disponibilizo um manual de bolso(naro) para entender quem ou como são os nossos turistas tupiniquins que pululavam por aí, até há uns tempos atrás, antes dos diversos confinamentos se terem implementado pelo mundo inteiro… 

Turistas esses que espero hão-de voltar. Com indivíduos em maior numero iguais à mulher de garra que se vê na pintura/meme aqui um pouco acima…

terça-feira, 28 de maio de 2019

• Como votou um cidadão rasca

Nestas últimas eleições europeias sinto por uma primeira vez que ganhei. Que apostei no cavalo certo.

Votei no fofinho PAN, Pessoas, Animais e Natureza

Creio que nunca antes tinha sido este partido a minha escolha. E a minha filhota também, talvez por ter colada a ela a alcunha de "raposinha", herdada da sua mamã.

Em eleições “a sério” não vou por aí. Boto sempre a cruz no quadrado do mui nobre Partido Socialista. Mas em autárquicas e europeias dou à minha tão conturbada mente liberdade de voto. O Bloco de Esquerda e o Partido Livre já foram outrora escolhas pessoais. Esporadicamente.

Até ao domingo passado eu estava colocado na classe dos tontos indecisos. E vai não vai, estive quase para pensar em honrar o partido Iniciativa Liberal com a minha benção. Mas depois emendei a mão… Achei pouco inteligente este partido hostilizar o PS em alguns dos seus cartazes. Logo, não ia dar o meu voto a gente menos esperta.

A gente que se diz liberal mas que alinha com PSD’s, Alianças e CDS’s da vida, sendo crítica da nossa bendita Geringonça. Já o PAN não cai no mesmo erro. E até consegue elogiar algumas vozes mais rebeldes do PS, como se pode ver no cartaz ao lado...

Mas quanto aos cartazes do IL, até que eles tinham um que  deu nas vistas pelas ruas de Lisboa e que eu aprovo e aplaudo!… Este aqui ao lado mostrado, inspirado no mote da Internacional, mas onde se substitui os velhos proletários pelos actuais contribuintes que andam uma beka adormecidos.

Bem esgalhado!...  ;-)

Sim, é mister que estes últimos se unam. Até uma personagem com a qual não posso nutrir simpatia política, o shôr engenheiro Mira Amaral, disse um dia em uma conferência qualquer onde nada se pode aprender, citando um tal dum relatório doutro senhor, Michael Porter, um yankee a quem em tempos idos encomendaram um diagnóstico sobre o status quo do nosso pobre pequeno país…

Resumindo e concluindo, dizia o tal do Porter, entre outras coisas aonde identificou factores em que o nosso país tinha grande margem de progressão rumo á perfeição que… O fisco tinha de deixar de encarar todos os contribuintes como alvos a abater.

O Livre podia ter continuado a ser uma opção. E era bom que o conseguisse, a bem duma cada vez maior pluralidade de vozes, que eu creio tão desejável. Só que desta feita optei pelo voto útil. E prestei alguma atenção a sondagens que davam o PAN com boas hipóteses de eleger pelo menos um deputado europeu.

Eu sei, isto é rasca. Devia ter votado mais em consciência com aquilo em que mais acredito. Mas aí não era no Livre que eu punha a cruz. Aí para ser coerente, teria de ser no PS. E eu quis beneficiar um dos pequenitos, em detrimento dum grande partido.

Rematando todo este arrazoado sem nexo, fiquei particularmente contente com o facto do PAN ter ultrapassado o asquerosamente demagogo CDS* em distritos como Setúbal e Faro - e por uma unha negra isso também não acontecia em Lisboa - e o anacrónico** PCP - ou com mais rigor a velha coligação CDU, que incluí os Verdes - em vários distritos do norte desta valente Lusitânia.

E uma vez mais, como diz António Costa, "É geringonça mas funciona!". In your face, dona Assunção Cristas!...Parabéns a vocês também, Bloco de Esquerda.
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* Nalguns casos foi mesmo uma valente abada que o PAN deu ao CDS... Eu se fosse centrista - hipótese totalmente impossível - pintava a minha face de negro!...

** Digo anacrónico porque ainda estão no tempo da K7 (mais conhecida por cassete). Nem sequer evoluíram para CD’s. E já vamos hoje na época do mp3… O velho Jerónimo de Pirescouxe bem podia dar o lugar a alguém com sangue novo… Mas qual seria o jovem comuna que não se importaria de ser visto à frente dum partido cada vez menos sexy?… Nenhum, digo eu.

domingo, 7 de abril de 2019

• Back to basics

Hoje vou voltar às origens. Quando este blog foi criado para ser a expressão do homo politicus latente dentro da minha conturbada alma.

Há muito tempo já que não expunha aqui neste blog uma opinião sobre a indigente vida política portuguesa. Mas agora tenho de o fazer. Não porque vêm aí umas eleições para o Parlamento Europeu. Não.

Apenas tão-só porque reparei recentemente em algo risível. Num partido político que já existirá há alguns anos. Mas que só captou a minha atenção com alguns outdoors que por aí estão a contribuir para a urbana poluição visual. E para a confusão das mentes dos turistas yankees que nos visitam.

Falo de algo denominado PDR, Partido Democrático Republicano. Uma muito discreta - quase invisível - organização edificada à volta duma personalidade que se presume interventiva e útil à nossa colectiva vida social. Personalidade esta que terá ganho pública fama à custa de outrora aparecer amiúde na pantalha lá de casa vociferando truculentos discursos.

As aves de arribação que nos desmandam vindas das terras do tio Sam, do lado oposto do Atlântico, ficam perplexas perante a bizarra nomenclatura de tal partido político. E não é para menos.

É que afinal a dita cuja coisa é democrata ou republicana?… Ou é uma coisa ou é outra, caramba!… As duas ao mesmo tempo não lhes cabe no real bestunto como tal é possível, como tal pode acontecer.

Parece-me tão incrível que os sábios padrinhos deste partido não tenham tido em linha de conta quando o baptizaram que poderiam causar este irritante coçar da cabeça aos americanos que deparassem com a sua existência, assim por acaso ao virar duma esquina…

Podiam ter-me evitado tanto embaraço e engasgamento quando sou solicitado a explicar porquê este nome tão estranho, o que é e para que serve… É que fico invariavelmente vazio de respostas a dar a estas curiosidades forasteiras. E assim passo cada vergonha…

Nos Estados Unidos da América os eleitores são confrontados com escolhas bem simples: ou é boi ou é vaca*. O PDR será um fenómeno muito hermafrodita para os seus gostos.
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* Melhor dito, as opções são entre elefante ou burro, simples assim e animalesticamente falando.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

• Agora reparo...

Tudo tem sido pró fixe no Portugalito desde que a geringonça apeou do poder executivo os aprendizes de feiticeiros.

E isto tanto nesse mundo de fantasia que é a macroeconomia - sim, que isto dos mercados, agências de ratings e demais cenas da alta finança é coisa que a maioria de nós nem podemos cheirar o quanto fede - como na vida real e palpável ao Zé Povinho. 

Ele é os indicadores económicos a evoluir lenta mas favoravelmente, sobretudo esse fantasma do défice. Ele é as pessoas a consumir mais e com suficiente despreocupação. Ele é o turismo a crescer em flecha, essa parcela hoje tão relevante das nossas exportações, como jamais se vinha vendo…

E depois na vida quotidiana vemos êxitos inéditos, assim de repente e em catadupa, como nos nossos mais ousados sonhos. Nas artes e no desporto, por exemplo. Como as súbitas consagrações do nosso talento particular na Eurovisão e no futebol. E noutras áreas.

É Portugal a estar na moda junto da opinião pública de tantos outros países deste mundo. É a felicidade estampada nos rostos de quem nos visita. Que nos contagia e nos faz pensar que esta pode ser, afinal, uma terra bendita.

Isto tudo deve ser tão duro de engolir áqueles que por incompetência, ignorância e inabilidade tanto fizeram por que a Felicidade Nacional Bruta fosse sacrificada ao Produto Interno Bruto…

É um argumento clássico nos filmes yankees: vemos tantas vezes nessa sociedade tão competitiva como a norte-americana a turma dos certinhos, betinhos, graduados em Harvard serem batidos no fim pelos toscos, que passam o filme todo a ser humilhados, troçados e vencidos pelos primeiros. Mas no final a vitória é dos pobres coitados que fazem das fraquezas forças.

Tantos execráveis personagens andaram a gozar com esse banana que era o Mário Centeno… Que o destino lhes serviu umas bofetadas com luvas de pelica, bem dadas por sinal.

Também temos de agradecer a uma providência divina termos hoje um árbitro a sério. Um amigo e pedagogo. Marcelo, não páres!… Não deixes de ser quem és, apesar de certas vozes, das quais sempre se disse que não chegam ao céu.

Acho que podemos todos dizer que o pesadelo acabou.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

• E a rasquice continua!…

Obrigado, Correio da Manhã!

A priori, os cabeçalhos das gordas nas vossas primeiras páginas e interiores podem parecer por vezes odiosas. Aliás, há na redacção de certos jornais pessoas muito sintéticas, para dizer o mínimo, a criar estes cabeçalhos... 

Esta forma de dar notícias faz vender mais jornais?... Aparentemente, sim. Aqui e em todo o mundo. Infelizmente, digo eu, porque isto não parece nada bonito.

Julgo que é ofensivo, até. Mas ajuda a sabermos separar o trigo do joio. Para quem tem olhos de ver. E mente a que quer dar uso.

Porque, olhando por outro prisma, o que estes cabeçalhos nos dizem? Algo que o visado António Costa, novo primeiro-ministro da República Portuguesa - indicado e não indigitado - não diria nunca assim tão preto no branco. Porque não é elegante. Mas que ao mesmo tempo não desdenharia de que alguém fizesse referência assim, em bom português.

Sim, António Costa deve estar orgulhoso disto, segundo o próprio corpo da notícia citado aqui tal qual impresso no CM, (sic): “Atento às questões da igualdade, António Costa escolheu Ana Sofia Antunes, 34 anos, invisual e presidente da Associação dos Cegos e Amblíopes (ACAPO), com quem trabalhou na Câmara de Lisboa, para a Secretaria de Estado para a Inclusão de Pessoas com Deficiência.”.

Bem como de (sic), “Além de uma ministra negra, Francisca Van Dunem, na Justiça, António Costa leva para o Governo um secretário de Estado cigano…”.

Trata-se, de facto, de (sic), “…um dos mais plurais e integradores Executivos de sempre: um verdadeiro mosaico social.”.

E não mais a nave dos loucos do anterior executivo, que não era mais do que conjunto de ditos neo-liberais bundas-moles, economistas feitos à pressa a partir de estudantes de engenharia ou saídos da Católica; empreendedores tugas nascidos das oportunidades do extinto (acho eu…) FSE, Fundo Social Europeu; miss Swaps e outras aberrações que tais. Comandados por dois aprendizes de feiticeiros, mal assessorados por descarados vígaros.

Que era uma coisinha nada plural nem integradora. Tudo arredado da realidade da vida do cidadão-comum, que espoliaram a torto e a direito. Um verdadeiro mosaico de malfeitores ou idiotas úteis a quem puxa os cordelinhos. Como aquela velha senhora gorda a quem os boches chamam de “mãezinha”. 

E que ainda bem que foi arrecadada por uma maioria de esquerda que até que enfim se juntou neste nosso país com um povo de brandos costumes que levou um valente coice de mula desta vez. Graças aos deuses!… Já não era sem tempo.

A ver se esta nação deixa de ser rasca, de uma vez por todas.

Tenho a impressão que até a múmia que está na presidência se vai sentir arrependido de ter protelado tanto a posse deste novo e bendito executivo, um dia destes.

sábado, 15 de agosto de 2015

• Desmascarar é preciso

O autor deste blog não é um militante do Bloco de Esquerda. Não é mas até poderia bem ser. É, antes do mais e sobretudo, simplesmente mais uma voz pela verdade e contra a hipocrisia. 

Ok, eu sei bem, isto pode soar a lugar comum… Mas na política à portuguesa esta é uma atitude que é forçoso manter sempre desperta. E na guerra dos cartazes, que está a começar por estes tempos, os do BE - de que vemos um exemplo acima - foram até agora os mais inteligentes, francos e honestos.

E tal como as pessoas reais que dão o seu nome nestes cartazes, eu também gostava de dar o meu testemunho de como tenho vindo a atravessar estes anos de chumbo. 

De como tive o apoio social que me seria devido, pelos anos em que andei a contribuir para este, a ser cortado "à cão”! Numa altura em que nos media se relatava esse “esforço” estatal a incidir sobre um grande número de outros cidadãos, que como eu estavam nessa situação económica e profissional precárias. A de depender de um subsídio de desemprego.

Houve, creio eu, uma intenção deliberada da parte deste (infelizmente) ainda actual governo português de “manter os cofres sempre cheios”, à custa do fechar da torneira a esses madraços desses malditos desempregados, que só lixam as estatísticas!…

Também gostaria de relatar como me tenho vindo a tornar um pária nesta sociedade lusa, à custa daquilo a que passei a chamar de bullying fiscal. E de como já pensei justamente em pedir estatuto de refugiado económico - não apenas político - noutro país qualquer, no qual os cidadãos e as suas vidas - e até as obras feitas em prol de um bem-comum e não de um lucro próprio ou alheio - tenham mais valor do que os números macro-económicos