domingo, 2 de agosto de 2026

• Ceuta

Eu não acompanho à letra Pedro Sánchez, primeiro-ministro do reino de Espanha em todas as nobres causas que ele defende. Embora eu me considere sempre pertencente à mesma família política que a dele.

Também não sou pró-Palestina. Neste conflito eterno mantido entre judeus e palestinos nunca vou esquecer que atrocidades são cometidas de ambos os lados, é certo. Só que tenderei sempre mais para o lado de Israel. Para o dum abnegado povo que constrói, estando a viver lado a lado doutro que nada ou quase nada contribui para esta nossa humanidade. Independentemente dos líderes que os judeus elegem serem de direita ou de esquerda.

Dito isto, leio recentemente uma publicação no Instagram com uma opinião sobre o que se passou nestes dias em Ceuta. E apesar do que disse atrás, não deixo de compreender todos os supostos factos que nesse post são relatados, teorias da conspiração à parte.

É demasiado evidente que tudo não passou duma maquinação orquestrada. Se envolve tanto Marrocos, Israel e os Estados Unidos tal como descrito… Não sei. Mas que é plausível, é.
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Nota: vejo alguns brasileiros eternamente traumatizados com colonizações históricas - que já deviam ter sido ultrapassadas e remetidas para os livros de programas escolares sobre a matéria, de modo a não serem esquecidas mas também nem sempre relembradas - a afirmarem sem qualquer pudor que Ceuta* é uma colónia espanhola...

E eu digo: Ceuta não é uma colónia. É um território em África que foi conquistado primeiramente por Portugal e que depois passou para a posse da Coroa espanhola. Possessão essa que por acaso está noutro continente, em África. Os territórios conquistados por Portugal e Castela aos mouros na Península ibérica deveriam ser considerados colónias, sendo assim?...

* Esse pedaço de terra cuja bandeira aqui acima mostrada ainda conserva - apesar de ser cidade espanhola - o escudo português e se assemelha tanto a uma outra bandeira, a do município de Lisboa.

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