sábado, 25 de setembro de 2021

• O dia de reflexão

“Para que raio existe o dia de reflexão?…”, li hoje mesmo no Twitter.

Eis então um excelente mote para a reflexão do dia: o dia de reflexão for dummies.

Eu creio que o dia de reflexão que se instituiu antes de todo o acto eleitoral serve para já pelo menos para depois de ouvir todos os pantomineiros e seus fanáticos acólitos que vieram fazer arruadas aqui no beco onde eu moro...

...Sossegar a mente o suficiente para resolver não votar nesses palhaços, esquecer das pitinhas boazonas que os acompanhavam, só para abrilhantar o happening - quais bailarinas de cantores pimbas - mas também tentar cativar para as suas causas. E ainda encontrar a solução para o enigma, ilustrado na infografia que aqui partilho.

Agora falando sério… Podemos todos concordar que campanhas eleitorais não podem ir até à hora da abertura das urnas, certo?…

Então talvez pudéssemos considerar antes dessa abertura um quarto de hora de reflexão. Em vez de 24 horas. Para quê esse desperdício de tempo, que é dinheiro, dizem alguns. Mas depois…

Se calhar isso não seria prático. Seria difícil travar os ímpetos dos que estivessem activos nessas campanhas em apenas quinze minutos. E levá-los a cumprir a lei pelas autoridades, então seria um pesadelo para estas últimas.

Mas será que é preciso tanto tempo, como as tais 24 horas?… Eu reflecti e julgo que sim.

Um dia inteiro até nem é muito para esfriar a cabeça, depois de duas semanas de indecorosa e pornográfica demagogia.

Até mesmo os políticos, apesar de tudo e deles mesmos, acharam que haveria esta necessidade de dar um tempo à relação entre nós e eles.

Este intervalo de descanso é tão necessário para nós todos como para eles. E vejamos porquê…

Nas campanhas eleitorais eles forçam-se a si mesmos a dar beijinhos a velhas desdentadas e criancinhas ranhosas e com birra nas feiras do relógio que por aí há, em todo a Tugalândia.

Depois, na noite das eleições têm de parecer finos para ir a conferências de imprensa nos hotéis Altis desta vida.

Ora, entre as feiras e o Altis, há que ter um bom banho de imersão, para tirar todo o sarro acumulado. E um dia inteiro para essa higiene pessoal não me parece assim nada de mais.

E pronto. Aí está a suprema justificação para a premência desse dia de reflexão.

Agora, gentes, não me venham nunca mais com dúvidas sobre a existência deste dia, fáxavôr... E também é escusado me agradecer por ter vertido sobre vós a minha expertise e sapiência.

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

• Finalmente!...

Finalmente… Hoje lá fui vacinado no Centro de Vacinação de Odivelas. Após seis ou sete tentativas anteriores, hoje logrei tomar a vacina da Janssen, aquela que eu naturalmente preferia, dado ser a de toma única.

Por três vezes recusei que me fosse administrada a abjecta vacina da Astrazeneca, cujas sobras vamos despachar como hipócrita e sacana doação para os PALOP's.

Uma dessas vezes foi numa tentativa que fiz de ser vacinado fora do meu concelho de residência. Concretamente, no Centro de Vacinação  do pavilhão nº3 do Estádio Universitário de Lisboa. O único que fiquei a saber que teria a porta aberta para todos os cidadãos da área metropolitana de Lisboa. E em regime de casa aberta para indivíduos com mais de 50 anos. E também onde todas as pessoas, enfermeiros incluídos, que lá exerciam a sua função de atendimento ao público eram militares de camuflado. À imagem do seu grande líder, o vice-almirante Gouveia e Melo.

Nas restantes vezes tentei aproveitar o tal regime de casa aberta. Mas o “meu” Centro de Vacinação de Odivelas tinha filas enormes. O que naturalmente me desencorajou. Se já não curto nadinha agulhas a espetarem na minha carne… Aqueles cenários com que me ia deparando rapidamente me levavam a atirar a toalha ao chão.

Ocasiões houve em que lá arribei e tive a ilusão que seria desta, porque não havia vivalma a tentar entrar naquele antro!… Puro engano. Não se via ninguém porque as admissões para a casa aberta eram muito limitadas por dia. Cerca de 20 pessoas só. E eu lá dava meia volta ao cavalo.

Cheguei a equacionar prescindir de ser vacinado. Mas por outro lado, também a desistir do braço de ferro com a task force na minha pretensão de só tomar a “bácina” da Janssen* e admitir ser inoculado twice - but never on earth three times - com a da Pfizer.

Sem estar à espera, a semana passada, enquanto cogitava nestas hipóteses, recebo uma convocatória por sms. A segunda. no caso. Julguei que a task force se ia esquecer de mim, mas não. Ainda me quiseram apanhar na sua rede à viva força.

E já que várias individualidades faziam questão de me lembrar da necessidade absoluta de ser vacinado, com a minha filhota à cabeça desse pelotão, lá me rendi a receber a picadela.

Hoje segui o conselho de Jair Bolsonaro e deixei de ser maricas*. Aceitei a convocatória. Vamu lá!.., disse para mim mesmo.

Tive a enorme fortuna de me ter calhado a enfermeira Mónica Figueiredo. Que foi uma querida e muito humana na preparação psicológica que me fez para este solene acto médico a que ia ser submetido. Antes e depois do dito.

Não me doeu quase nada. Só demorou um pouco mais do que previam as minhas expectativas a permanência da seringa no convívio com o meu músculo do braço esquerdo. A coisa não foi bem, bem uma rapidinha…

Aquele doce clone de Florence Nightingale lá me avisou para pôr gelo em cima do sítio onde fui furado, à míngua da inflamação que o meu músculo iria sofrer. Mas até agora não tive grandes situações a socorrer. Só uma impressão ligeríssima. Mas já me disseram que no dia seguinte é que são elas…

E por agora é tudo, querido blog. Ou diário…

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* Isto porque a dada altura algum inspirado perito da DGS (ou de outra qualquer chafarica) impôs como limite etário superior para levar esta vacina os 59 anos… E eu tenho mais um. Mas porquê este número, 59, nada redondo?... Até parecia de propósito para lixar as minhas pretensões. Bem, também pesou nesta hipótese ter tomado conhecimento que não era incomum entre as pessoas que levaram esta vacina dar-lhes um fanico, mesmo em gajos com a constituição física dum armário.

** Bem, se calhar não era bem para isto que o Bozo exclamou que era mister pôr paneleirices de lado… Era mais para aceitar a gripezinha e o facto irredutível que todos vamos morrer um dia, mesmo.

domingo, 11 de julho de 2021

• It’s coming home?…

Non é il football che sta tornando a casa, é il calcio, inveche*…

Sim, eu sei, não devia estar neste blog de política a nutrir o dito ópio do povo, mas o que querem?… Há muita coisa a acontecer, e quase ao mesmo tempo neste fim de semana.

Ontem foi um dia de estreia para Lionel Messi. O sacana do puto ganhou a sua primeira taça pela selecção das pampas. E logo no mítico Maracanã e contra o escrete canarinho!… Até que enfim!...

Hoje será um dia grande para os desportistas transalpinos. E tudo se vai passar em London, Great Britain.

Matteo Berrettini poderá estrear-se a ganhar o seu primeiro torneio do Grand Slam em tennis, e logo em Wimbledon e contra um monstro sagrado, o Nole.

Horas ou minutos mais tarde**, a squadra azzurra poderá facturar sobre a Inglaterra no estádio de Wenbley.

Alea jacta est, como dizia o outro… A ver se Londres volta hoje a ser oficialmente chamada de Londinium.

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* As a favor for my english speaking readers, here’s the translation: It's not football that's coming home, it's calcio, instead…

** Ou quiçá em simultâneo, se a final de Wimbledon durar cerca de oito horas a ser decidida, o que será um inimaginável mas magnífico cenário de sonho, digno de Hollywood…

sábado, 3 de julho de 2021

• O nariz p'ra dentro!...

O nariz p'ra dentro, fáxavôr!… Porra!!!…

Mas serei só eu que julga que nas diversas reportagens de rua feitas pelos diversos canais portugas, antes da captação de imagens os repórteres deveriam fazer um pouco de pedagogia e ensinar ao transeunte-vítima - a quem vão chatear, tentando sacar a sua preciosa opinião sobre qualquer assunto deveras relevante, ou não… - a usar a máscara como deve ser?...

Isso é que seria fazer serviço público!... 

segunda-feira, 28 de junho de 2021

• Running out of opium

E pronto, lá ficámos outra vez sem um dos mais eficazes ópios do povo, cedo demais…

A selecção portuguesa lá caiu fora da EuroCopa. Já podemos todos voltar a falar de outras coisas que não só football. Talvez agora a CS (comunicação social, como agora soe dizer-se…) traga à tona essas notícias de que nos tem feito andar arredados. 

Como a dum tal de Lázaro de Souza, o Rambo brasileiro, alegadamente um serial killer. Supostamente, cerca de 600 (seiscentos) polícias participaram nesta caça ao homem ao longo de 20 dias. E aqui na Tugalândia, com tanto zuca a viver por cá, não se ouviu nadica de nada acerca disto…

Mas voltando uma derradeira vez ao ludopédio, agora é lidar e ver o resto na tv.

Só é pena que não venhamos nunca mais a ver, talvez, a camisola alternativa de CR7 & comp., que era bem gira, por acaso. Uma das jerseys mais lindinhas deste intenso UEFA Euro 2020, menos morno do que o anterior.  

Camisola essa que bem podia agora ser delegada à selecção portuguesa de rugby, ou herdada por esta, se fosse equipada pela Nike. Aquelas listas horizontais…

Ainda a propósito de CR7... O nosso rapaz vai jogar na próxima época na MLS*, a liga norte-americana de soccer. Leram aqui primeiro.
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* É que não sei se repararam tanto quanto eu no interesse que a CS yankee depositou no Cristiano durante este campeonato...

domingo, 13 de junho de 2021

• How low can you go?...

Eu tenho desistido nos últimos anos de tecer quaisquer comentários sobre a vida política na Tugalândia… Mas hoje tenho que meter a boca no trombone.

É que alguns meninos têm andado a ter um comportamento demasiado rasca… E eu não posso permitir essa concorrência comigo, de forma nenhuma!…

É dia de Santo António. E bem antes deste dia, normalmente festivo e de tréguas políticas, houve quem quisesse agitar as águas porque sim. Porque acreditam que é essa a sua missão neste planeta.

Enfim… O PSD faz tão mal às pessoas de bem que lá vão parar!... E pensar que tudo podia ser ainda 10 vezes pior se estes infelizes tivessem em tempos idos trocado o Rio pelo Montenegro...

Tivemos agora então o Carlos "trocado por miúdos”, numa tola acção de pré-campanha eleitoral armado em carapau de corrida, a concorrer para a Câmara Municipal de Lisboa…

É pelo menos essa a mensagem subliminar que eu - julgo que legitimamente - posso retirar do cartaz tão lindinho que se vê aqui acima. How low can you go, PSD?...

Agora a sério… Eu até acho que já topei a dele… Se consumirmos mais sardinha, pouparemos a espécie dele porque teremos a barriga cheia e já não o iremos comer com molho à espanhola.

Esta manobra que este rapazinho faz com esta forma de comunicar tem um nome técnico, que é “querer ver o cerco pegar fogo”. 

Este aprendiz de canalha é um perigoso pirómano. Da escola da política de terra queimada do seu mentor ou Messias, Peter Steps Rabbit, de má memória.

Ontem, outros petizes mais inofensivos mas não menos irrequietos quiseram organizar um chamado “arraial liberal”, sob a capa de evento político. Que o foi, de facto. Com tomadas de posição expressas com arco e flecha. 

Bem infantis mas altamente esclarecedoras do crédito que todos nós lhe devemos atribuir.

Acho que nem devia perder tempo para falar destes infelizes ressabiados da IL. Mas enfim, já está dito.

Se esta cambada de gajos dispensáveis é que são os tais dos filhos da nação, pobre da nação…

segunda-feira, 17 de maio de 2021

• 17 de Maio

Rasca ma non troppo. Antes a favor do amor, seja lá de que forma este se manifeste. Quem sou eu para julgar o outro?… Quem somos nós, todos nós?…