domingo, 13 de junho de 2021

• How low can you go?...

Eu tenho desistido nos últimos anos de tecer quaisquer comentários sobre a vida política na Tugalândia… Mas hoje tenho que meter a boca no trombone.

É que alguns meninos têm andado a ter um comportamento demasiado rasca… E eu não posso permitir essa concorrência comigo, de forma nenhuma!…

É dia de Santo António. E bem antes deste dia, normalmente festivo e de tréguas políticas, houve quem quisesse agitar as águas porque sim. Porque acreditam que é essa a sua missão neste planeta.

Enfim… O PSD faz tão mal às pessoas de bem que lá vão parar!... E pensar que tudo podia ser ainda 10 vezes pior se estes infelizes tivessem em tempos idos trocado o Rio pelo Montenegro...

Tivemos agora então o Carlos "trocado por miúdos”, numa tola acção de pré-campanha eleitoral armado em carapau de corrida, a concorrer para a Câmara Municipal de Lisboa…

É pelo menos essa a mensagem subliminar que eu - julgo que legitimamente - posso retirar do cartaz tão lindinho que se vê aqui acima. How low can you go, PSD?...

Agora a sério… Eu até acho que já topei a dele… Se consumirmos mais sardinha, pouparemos a espécie dele porque teremos a barriga cheia e já não o iremos comer com molho à espanhola.

Esta manobra que este rapazinho faz com esta forma de comunicar tem um nome técnico, que é “querer ver o cerco pegar fogo”. 

Este aprendiz de canalha é um perigoso pirómano. Da escola da política de terra queimada do seu mentor ou Messias, Peter Steps Rabbit, de má memória.

Ontem, outros petizes mais inofensivos mas não menos irrequietos quiseram organizar um chamado “arraial liberal”, sob a capa de evento político. Que o foi, de facto. Com tomadas de posição expressas com arco e flecha. 

Bem infantis mas altamente esclarecedoras do crédito que todos nós lhe devemos atribuir.

Acho que nem devia perder tempo para falar destes infelizes ressabiados da IL. Mas enfim, já está dito.

Se esta cambada de gajos dispensáveis é que são os tais dos filhos da nação, pobre da nação…

segunda-feira, 17 de maio de 2021

• 17 de Maio

Rasca ma non troppo. Antes a favor do amor, seja lá de que forma este se manifeste. Quem sou eu para julgar o outro?… Quem somos nós, todos nós?…

segunda-feira, 26 de abril de 2021

• No need for words...

Pois, palavras para quê, depois disto?…

O que eu adoro a raça humana!… Então quando, por exemplo, vejo um ecologista a fumar, este deixa de merecer quase todo o meu crédito. Se nem sequer com o seu próprio corpo pratica a sua doutrina, como é que vai praticá-la com o planeta inteiro?…

Já não nos damos conta todos como tão inconscientemente produzimos lixo. E que julgamos que haverá sempre quem venha atrás de nós para o limparmos. E era tão fácil começar por logo a priori não sujarmos…

sábado, 10 de abril de 2021

• Como isto ainda está para durar...

…E por essa razão estamos ainda em tempo de divulgar mais coisas sobre esta porra de pandemia.

Outra razão será porque esta campanha que visa combater a multiplicação de contágios por Covid-19, da responsabilidade do Ministério da Cultura e Política de Informação da Ucrânia é um exemplo brilhante de criatividade no advertising. E por deformação profissional, a minha mente é fatalmente atraída para estas belas manifestações do gênio humano.

Admiremos todos, pois, estes ucranianos que pariram isto!...

E particularmente no cartaz que apela ao distanciamento social, isto volta a ser actual nesta época do ano, uma vez mais, pois amanhã ainda vamos ter o domingo de Pascoela.

segunda-feira, 15 de março de 2021

• O fim da estúpida Lei Seca

A proibição da venda ao postigo de cafés ou outras bebidas - quanto a mim a mais gritante estupidez que já se decretou desde o início desta pandemia - que já durava há quase dois longos meses - que séculos nos pareceram - terminou hoje finalmente!…

Durante esta Lei Seca eu consegui transgredir, chegando até a degustar bicas em chávena de porcelana, nem sequer em incipientes copinhos de plástico. Graças à benevolência de alguns donos de cafetarias mais esclarecidos e inteligentes, das quais sou cliente VIP, que viram o meu desespero por uns gramas de cafeína.

Só espero que nunca mais este absurdo se repita ou aflore de novo às mentes dos merdosos que criaram este precedente…

É que isto deu azo a situações caricatas. A fim de evitar aglomerações de mamborreiros apeados a mamar mines demasiado perto de outros clientes nos postigos, forçou-se a proibição a vigorar também noutros casos inofensivos. Como nos drive-ins de restaurantes fast food, em que nos podiam servir para dentro do nosso veículo víveres, como um Double Whopper XXL e batatas fritas, mas não copos de Coca-Cola Zero. Para mim sem gelo, fáxavôr...

Tinha de se ser obrigado a comer a paparoca a seco, se não se fosse antes ou depois ao Minipreço do lado adquirir o que beber. Se havia alguma necessidade desta porra!…

O velho bota d’elástico sempre tinha razão quando acreditava que somos um povo de brandos costumes. Eu não compreendo como é que não houve mais negociantes a contornar à força toda esta aberrante proibição...

Agora vamos a ver se se fez pedagogia e que os ajuntamentos de meninos maus não voltam a repetir-se. Basta só seguir o exemplo dos nossos amigos animais, que sempre foram espertos ao ponto de praticarem o distanciamento social em relação a nós, humanos. E com carradas de razão!… 

Que nós não somos companhia que se recomende a qualquer outro ser vivo, incluindo as plantas.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

• Feliz Ano do Boi

Parece que debutaram hoje as festividades do Ano Novo Chinês… Nesta sexta-feira 12 de Fevereiro. E a paródia vai durar por uns quinze dias mais. Lá no Império do Meio.

Por aqui nem Carnaval teremos na próxima semana…

Mas vamos alegrar as coisas por aqui neste blog com uma exposição exaustiva de várias composições gráficas alusivas ao Ano do Boi. Porque não consigo escolher só um exemplar destas composições com um grafismo tão sui generis da grande nação asiática.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

• A nova Lei Seca

E isto já vai em mais duma semana que todas as cafetarias desta Tugalândia não podem por lei servir uma bica ou um cimbalino ou um simples cafezinho em copinho de plástico.

O desgraçado do gajo que terá aconselhado em qualquer reunião do Infarmed o nosso primeiro-ministro António Costa a proibir até a venda ao postigo de cafés ou outras bebidas - mas sobretudo o meu rico café, de que sou tão carente - é um grande filho da puta, um maldito filho dum cão tinhoso!… 

Um merdas que com certeza nunca soube o que é o prazer de desfrutar dum expresso pela manhã. Que lhe apeteceu embirrar com os grupos de mamborreiros - que podem até ser desprezíveis cidadãos, piores que os rascas como eu - que se juntavam aos magotes na vizinhança desses postigos improvisados de guerra. Tudo bem que embirre com essa parvoíce. Mas daí a lixar todos que os que ressacam com a falta de cafeína… 

Até quando este absurdo vai durar?… É que se for para demorar muito, vai haver cada vez mais gente com vontade de transgredir. Eu incluído. Leis Secas como esta é, no fundo, nunca resultaram nem alguma vez resultarão.

Chegam a ser contraproducentes mesmo, ó minhas gentes...

Eu não vou numa cafetaria tomar a minha bica pela manhã para socializar com outros humanos. Eu até sou anti-social. Eu tomo a minha dose de cafeína quotidiana sozinho. Espreitando a net no meu telefone móvel* enquanto me deleito com o cálido aroma que se vai soltando da minorca chávena de porcelana.

Aceito todas as regras dum mais que necessário confinamento vigente. À excepção desta de que aqui falo. Acusem-me de egoísmo, se vos aprouver. Quero lá saber!...
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* Que é aliás o único momento do meu dia em que me permito ser um smartphone zombie