quinta-feira, 3 de setembro de 2020

• A Real Politik

Esta verdade, que até poderia ser de La Palisse, vi-a já há algumas décadas atrás dita por Edson Athayde e atribuída por este ao seu alter ego, o imaginário tio Olavo…

Numa pesquisa recente, parece que afinal essa autoria é de um senador brasileiro, Esperidião Amin, do estado de Santa Catarina…

No final, o que ambos estes cidadãos querem chapar-nos na nossa cara é que para se conquistar o poder em eleições suposta ou minimamente democráticas e livres há que:
  • Antes do sufrágio, é mister prometer amanhãs que cantam, apanágio de ideologias de esquerda,
  • Depois do dito sufrágio, e com o poder já conquistado, há que implementar de imediato todas as medidas mais impopulares e eventualmente necessárias, prática sempre indissociável dos politicos da ala direita.

E com o aproximar do fim da magistratura, voltar ao mesmo. É assim a normal alternância dos ciclos políticos nas agendas de governos: esquerda, direita, esquerda, direita Pena é que o ciclo positivo, o esquerdino, dure tão menos tempo que o seu oposto…

Mas, pronto, já sabemos todos com o que contar. Que para surpresas já bastam as pandemias que por aí virão.

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

• José Ortega y Gasset

Hoje pela manhãzinha fiz a descoberta deste mui ilustre filósofo espanhol, José Ortega y Gasset

É mesmo incrível como no fim do século XIX e no princípio do século passado, o dito século das luzes, a humanidade foi bafejada com tão brilhantes mentes, tão lúcidas e altamente promissoras… 

E depois veio a época dos totalitarismos, a partir dos anos 20. Dos quais até aos dias de hoje ainda vão subsistindo umas réstias podres dessa moléstia que dá na fruta...

Será que neste século vamos repetir os mesmos erros?… É que já despontam por aí, por todas as latitudes, tantas novas ervas daninhas… Até nos países supostamente mais desenvolvidos, bem instalados na carruagem da frente da civilização, como os Estados Unidos da América...

sexta-feira, 24 de julho de 2020

• How to deal with scammers

I reckon everybody has come across in their inboxes with some email messages sent by scammers, these despicable, no-good, time wasting dumb creatures…

I did. And after years and years of being pissed off by these guys, I decide to take some action!…

Since these people are so bad in essence, I’m going to get down to their level. And be mean. Really mean!…

They will see with whom they are messing with!… I'm worst than Texas!... After all, I’m a triple Scorpio*, and today I'm really feeling like a bad, bad boy!...

I’m starting to reply to all scammer’s messages with this disgusting text, shown below:


Let’s turn this thing viral. Let’s give these stupid mean people what they deserve, again and again, until they give up!...
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* My zodiac sign is Scorpio, plus someone said to me one day I have both the Sun and Moon in Scorpio

Note: Anyone who would like to follow me in this fight against scammers globally, please feel free to download the picture above or copy and paste the text below:

I was just about to blow my brains out with a gun…

But then my computer notifies me I have a new email message…

I checked it… And it’s just another fucking scammer!!!…
SHIT!!!… DAMN!!!…

When we will both meet in hell, it won’t be just the devil
you should be afraid of, you stupid no-good lousy piece of shit!…

quinta-feira, 9 de julho de 2020

• Sobre as touradas...

Quando eu era um petiz inconsciente, entre os meus 3 a 8 anos, vivi em casa dos meus caros avós maternos, mesmo ao lado dum edifício imponente e marcante desta cidade de Lisboa: a Praça de Touros do Campo Pequeno.

O meu avozinho, na sua boa fé, sempre incentivou os seus filhos e netos a gostar do espectáculo da festa brava. 

Levava-os a assistir a touradas, para criar ou desenvolver o gosto por aquilo. E conta a senhora minha mãe que o pai dela, quando não podia entrar na Praça por razões do dever chamando para outras missões, pedia a qualquer estranho na fila da bilheteira para levar consigo o seu filho ou neto menor, uma vez que este não podia entrar sozinho, devido à tenra idade.

Não me lembro de tal awkward situation ter acontecido comigo, ir com um estranho assistir a uma corrida. Mas bom, com o meu avô, sim. E como se pode deduzir, eu passei a detestar a dita “festa do touro”. O efeito contrário ao que o meu avô pretendia.

Na altura, não estava ainda muito consciente do errado que há na tortura de animais. Era mais por ser forçado a estar onde não queria lá muito permanecer.

Um dia lembro que minha mãe quis que eu fosse numa visita guiada aos bastidores da Praça do Campo Pequeno.

Deambulei pelas caves daquele redondel, então já adolescente. Pelos camarins dos toureiros e por uma área mais sombria: o touril. E as recordações que me restam é que aquilo tresandava a morte por todo o lado. Uma coisa  simplesmente sórdida…

Há uns 10 ou 15 anos atrás, por acaso subi desde o centro comercial da mesma Praça até às bancadas. Assim como quem anda a vaguear sem propósito fixo. E dei por mim a ser testemunha duma amostra da reles cobardia humana.

Era uma dita garraiada, festa organizada por uma qualquer associação de estudantes universitários. Que consistia nisto: Um grupinho de palermas, na grande maioria machos, rodeavam um bezerro, imóvel no meio da arena.

O animal viria a ser um touro de lide, provavelmente. Mas naquela ocasião ainda era bem juvenil. E coitado, estava tolhido de medo. As suas patas tremiam como varas verdes. Os seus cascos pareciam colados ao chão de areia. E os valentões dos moços estudantis, aproximavam-se dele, um a um, para lhe bater. Para o picar, com palmadas no focinho. Grandes homens, aqueles!…

O animal devia ter sido acabado de ser arrancado da lezíria, onde crescia feliz. E viu-se de repente rodeado de tantos humanos, como nunca antes na sua vida. E o medo não o deixava mover-se dali, do centro da arena e das atenções das bestas.

Então, para mim, mesmo que me digam que é só uma brincadeira, que aquilo não faria mal ao pobre animal, eu fiquei com vergonha de ser da raça humana. Da mesma raça daqueles estúpidos cobardes.

Os espectáculos no circo - da célebre política do panem et circenses - do grande Coliseu de Roma acabaram.

E muito bem, porque vejamos, provocar sofrimento em outros seres, sejam estes homens ou animais, de uma forma consciente e deliberada, não pode servir de atracção. De entretenimento. É errado. Ponto final parágrafo.

Quando o Coliseu de Roma debutou a ser uma ruína, houve um salto civilizacional que se concretizou. Um salto igual um dia irá acontecer a todas as Plazas de Toros neste mundo inteiro.

Essa subida de nível da civilização já começou na Catalunha, em Espanha, país tão pleno de afición. E todos nós sabemos, mesmo os que vivem da festa brava - cavaleiros, toureiros, ganaderos, etc. -, que isso vai calhar a todos. Porque, mais uma vez recordo à saciedade, o sofrimento, a tortura, enquanto razão da existência dum espectáculo, é algo E-R-R-A-D-O!!!…

Só que há que fazer pela vidinha… E por isso os aficionados só esperam é que a extinção das touradas venha a acontecer nas gerações vindouras. Não na sua. E esperneiam. E invocam a tradição.

São tão-só uns grandessíssimos filhos de puta*.

Na nossa praça coabitamos amiúde com um comentador televisivo - que não vou nomear aqui, mas toda a gente o vai reconhecer - de quem posso afirmar até por vezes apreciar a sua voz reivindicativa.

Filho duma grande poetisa, da qual não terá herdado a sensibilidade. Só do pai terá recebido a rusticidade. E que se encarniça como um Rottweiler contra o PAN, Partido das Pessoas, Animais e Natureza. Que terá elegido como o seu ódio de estimação predilecto.

Sinto pena dele, ao vê-lo espumar da boca com raiva contra a razão pura… Não fica nada bem na fotografia, quando se transmuta num irreconhecível troglodita.

People, make no mistake. One day bullfighting shows will be banished. All over the world.

O mundo vai evoluir nesse sentido e todos nós o sabemos. Mesmo os que persistem vivendo em negação desse facto.
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* E aqui há que pedir perdão às concubinas, meretrizes e matriculadas desta vida, às quais eu presto o meu maior respeito e homenagem.

domingo, 28 de junho de 2020

• Dois recadinhos lá p'ra casa...

Dois recadinhos lá p'ra casa... Como soe ouvir-se apresentadeiros(as) de programas tv da manhã ou da tarde para entreter o povinho terem que dizer - de uma forma meio envergonhada, suponho - quando vão ter que falar e de associar a sua imagem pública a produtos ou serviços de empresas que patrocinam esses programas. Ou seja, de quem lhes paga os ordenados.

Há que fazer pela vidinha… sobretudo quando nos vendemos por um preço nada negligenciável.

Em cima vemos o recadinho para a malta que está deserta para se acrescentar a ajuntamentos que já têm gente a mais e fazer número. 

Porra!… Que sentido tem espaços amplos ficarem cheios a abarrotar com vários grupinhos de mamborreiros, cada grupo com a sua “doença”, bebendo e olhando feito basbaques uns grupos para os outros?… Não era mais lógico cada uma destas grupetas irem para um barzinho com ambiente mais cozy, mais a sua toca?… 

Ou agora para a malta do football… Ainda não aprenderam com esta crise pandémica, com aquilo a que estes estados de emergências vos obrigou, que podem muito bem passar sem essa merda*???… Faz-te á life, Juve Leo, Super Dragões, No Name Boys e outras abjectas corporações quejandas!…

Outro recadinho, em baixo, é sobre o uso da máscara cirúrgica. Fica assim para reforçar que é mesmo preciso usar máscara, gentchi!… E não é por vocês. É sobretudo para protegerem a nós, todos os outros, de vocês, dos miasmas que vocês podem transportar convosco. Todos podemos ter o bicho sem saber e sem ter os seus sintomas chatos.



Sejam rascas como eu, mas não em demasia, tá?…

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* Até o presidente da FPF, Federação Portuguesa de Futebol, já veio dizer publicamente que este desporto-espectáculo morreu, tal como existia antes da pandemia.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

• Cadastro?...

Não sei se fui só eu a reparar nesta tirada do nosso ainda ministro das finanças, que eu acho um bom pândego… 

Dizia ele isto a propósito de lhe perguntarem num telejornal em horário nobre se ele não julgava que haveria uma certa incompatibilidade entre a sua actual função e a presumível futura, a de governador do Banco de Portugal.


Eu aprecio bastante Mário Centeno, não haja aqui qualquer dúvida. Além da competência que demonstra na sua área profissional ser pelo menos bem acima da média - o que já não é pouco para um economista, ou seja um praticante de artes divinatórias - ele é ainda um senhor que tem resposta pronta para toda a provocação que venha por aí no seu caminho. Bravô! Bravô!…


Não, sr. Ronaldo das finanças, ter sido ministro - e principalmente no seu ministério - ainda não é cadastro. Ainda não. Mas dá que pensar esta sua frase…


É que, convenhamos, ser ministro das finanças, entre outras coisas, é ser o “padrinho” dum bando de malfeitores. De execráveis chefes de repartições de finanças, disseminados por todo o território. Que roubam, literalmente roubam milhares ou milhões de seus concidadãos. Sem dó nem piedade. À queima-roupa. Em nome de um sentido de estado, está certo… 


Para angariar verbas que serão postas ao serviço do bem comum, está certo, também… Mas roubam.


Eu fui espoliado por um safardana desses.


E gostaria de um dia ter hipóteses da minha causa ser ouvida. Mas se não for nunca… A vingança é um prato que se come frio.

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Nota: Caro Mário Centeno, nunca me hei-de esquecer desta sua gracinha, ao nomear um plano do seu ministério… Mas até lhe agradeço a deferência.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

• Copo meio cheio?...

…ou copo meio vazio? Ser ou não ser, eis a questão, uma vez mais.

Se o meu caro leitor, na sua indelével rasquice, não sabe nunca o que decidir pensar… Então aqui vai uma pequena ajuda bem providencial!…

Como se aconselha na ilustração aqui ao lado, em franciú, “Se só consegues ver o copo meio vazio, despeja o seu conteúdo para um copo mais pequeno e deixa de ser chato!…”.

Bom, dizer que* a tradução literal do vocábulo** “emmerder” não é bem “ser chato”. Mas dá para perceber, não?…

E com esta filosofia de vão de escada ou de tempo de pandemia despeço-me por hoje com amizade, até ao próximo post num blog perto de si.
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* Sou só eu que reparo nisto ou outras almas despertas - que por aí quiçá existam - reparam também que muitos repórteres tv debutam várias frases nas suas alocuções tão eruditas com este "Dizer que..."?... E que achar desta suposta recente moda da oralidade do português?... Não vos soa uma beka pirosa?... ou pimba?...

** E a páginas tantas até nem é traduzível...

segunda-feira, 1 de junho de 2020

• Criatividade em tempo de pandemia, parte 2

Um outdoor que pode ser visto na pobre da Pindorama, duramente atacada por esta pandemia… 

No comments. I mean, I’ve no more comments about this. But you readers, you may have. And should write them here in this blog. Please support my blogging activities, if you can. Bless ya!...