sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

• Feliz Ano do Boi

Parece que debutaram hoje as festividades do Ano Novo Chinês… Nesta sexta-feira 12 de Fevereiro. E a paródia vai durar por uns quinze dias mais. Lá no Império do Meio.

Por aqui nem Carnaval teremos na próxima semana…

Mas vamos alegrar as coisas por aqui neste blog com uma exposição exaustiva de várias composições gráficas alusivas ao Ano do Boi. Porque não consigo escolher só um exemplar destas composições com um grafismo tão sui generis da grande nação asiática.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

• A nova Lei Seca

E isto já vai em mais duma semana que todas as cafetarias desta Tugalândia não podem por lei servir uma bica ou um cimbalino ou um simples cafezinho em copinho de plástico.

O desgraçado do gajo que terá aconselhado em qualquer reunião do Infarmed o nosso primeiro-ministro António Costa a proibir até a venda ao postigo de cafés ou outras bebidas - mas sobretudo o meu rico café, de que sou tão carente - é um grande filho da puta, um maldito filho dum cão tinhoso!… 

Um merdas que com certeza nunca soube o que é o prazer de desfrutar dum expresso pela manhã. Que lhe apeteceu embirrar com os grupos de mamborreiros - que podem até ser desprezíveis cidadãos, piores que os rascas como eu - que se juntavam aos magotes na vizinhança desses postigos improvisados de guerra. Tudo bem que embirre com essa parvoíce. Mas daí a lixar todos que os que ressacam com a falta de cafeína… 

Até quando este absurdo vai durar?… É que se for para demorar muito, vai haver cada vez mais gente com vontade de transgredir. Eu incluído. Leis Secas como esta é, no fundo, nunca resultaram nem alguma vez resultarão.

Chegam a ser contraproducentes mesmo, ó minhas gentes...

Eu não vou numa cafetaria tomar a minha bica pela manhã para socializar com outros humanos. Eu até sou anti-social. Eu tomo a minha dose de cafeína quotidiana sozinho. Espreitando a net no meu telefone móvel* enquanto me deleito com o cálido aroma que se vai soltando da minorca chávena de porcelana.

Aceito todas as regras dum mais que necessário confinamento vigente. À excepção desta de que aqui falo. Acusem-me de egoísmo, se vos aprouver. Quero lá saber!...
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* Que é aliás o único momento do meu dia em que me permito ser um smartphone zombie

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

• Abram a pestana!…

O meu anti-social estado de alma típico nesta época de Natal - de todos os Natais da minha vida adulta - levou-me a escrever isto, noutro dos meus blogs.

Este ano, marcado indelevelmente pelo Covid-19, vejo que essa suma individualidade que nasceu Jorge Mario Bergoglio proferiu esta frase que cito abaixo:


“Que esta dificuldade também nos ajude a purificar um pouco

o modo de viver o Natal, de festejar, saindo do consumismo.”

- Papa Francisco


A dita dificuldade a que Sua Santidade se refere outros a rotularam de “novo normal”.


Neste blog destila-se rasquice, ateísmo e baixa política. Não seria expectável eu citar com admiração e respeito este grande player da cena política global.


E no entanto, este Papa será sempre elogiado e exaltado aqui, por ter bem mais merecimento do que muito alto dirigente político mundial*. Dado bastas vezes nos mostrar um certo pensamento que namora a desconstrução de hábitos e valores perfeitamente supérfluos da nossa pobre civilização. And that pleases me a lot.

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* Que não se julgue que abomino a classe política no seu todo. Só mesmo aqueles que sofrem de cegueira ideológica. E até acho que estou a desenvolver um certo PPC, political platonic crush, por, vejam lá, pela alemã… Ursula von der Leyen.

domingo, 29 de novembro de 2020

• Lockdown

Lockdown, ou em bom português, confinamento. Estado de espírito que nos é incutido neste boring 29 de Novembro de 2020.

Na Alemanha o seu governo encontrou uma forma inteligentemente humorística de comunicar aos seus cidadãos o que é preciso fazer para colectivamente combatermos esta pandemia que vivemos neste maldito ano.


O coitado do povo alemão que justamente sempre interiorizou que é preciso trabalhar, trabalhar, trabalhar, agora é-lhe dito que o que se impõe neste momento é dar um golpe de rins mental e… 


...não fazer nada. 


Nada mesmo. A ponta dum corno. Rien du tout. Nothing at all. Zilch. Néris di pitibiriba.


Para escutar estas mensagens do governo alemão, é mister clicar aqui, aqui e aqui, para se ver as três diferentes stories, convertidas em anúncios tv.


Nos States, como se vê na imagem no topo deste post, recorre-se a uma linguagem plutôt  cinematográfica para dar algumas orientações fundamentais à malta toda… Faz parte, Hollywood é uma importante indústria lá p'ra aquelas bandas.


E assim vai o mundo.

sábado, 17 de outubro de 2020

• I'm a luxury shopper

Ontem comprei na loja Hermès de Lisboa esta mala Kelly k28.

Dito assim, para quem é leigo na matéria, este facto não parece nada de relevante. Mas para os entendidos, isto é uma façanha ilustre, não ao alcance de qualquer um, pelo menos à primeira démarche.


Estou a enveredar por uma nova actividade. Sou um luxury shopper. Ou mais completamente, um personal fashion and luxury shopper.


Eu pensava que um tal player na nossa sociedade era muito dispensável. Quem é que precisa de alguém para fazer as suas compras no seu lugar?… 


Creiam-me, não basta bater com um grosso maço de notas num balcão para comprar o que quer que seja. É preciso também ter uma aparência credível. Mostrar conhecimento sobre o que se quer adquirir. E mais uns poucos segredos, que são a alma do negócio e que, portanto, vou guardá-los para mim.


As marcas de luxo podem ter como política não vender tudo sem mais nem menos a qualquer potencial cliente. Podem reservar alguns artigos mais exclusivos, produzidos em edições limitadas, só para quem entendam corresponder a certos standards. E é aí que um luxury shopper pode dar jeito.


Ainda há dois dias eu pensava “it’s just a bag, for heaven’s sake!…”, quando debutei a tentar compreender os meandros deste mercado dos artigos de luxo...


Ontem, quando vivenciei e tentei interpretar toda uma necessária mise en scène para a aquisição daquela mala Kelly, e sobretudo quando a tive diante dos olhos ao vivo - cor terre battue e couro epsom - conclui que… Não, não é apenas uma mala de senhora. 


É um objecto de culto, com todo o mérito. É um reconhecido símbolo* dum subentendidamente elevado status social.


E eu estou rendido à futilidade. Aos pequenos mistérios das vidas de faz de conta. Afinal, acredito que eu até daria um razoável actor.


Se eu começasse a contar tudo o que sei e que experienciei, os meus leitores diriam que eu fantasio bués. E no entanto…

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* Para que se tenha um ideia, existem empresas nos States que alugam estas malas Kelly - e outras, está bem de ver - à hora para que senhoras as possam exibir em eventos mais especiais e elitistas.

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

• Isto!...

É disto que o meu povo gosta!… Uma boa e rija peleja.

E que melhores players para uma tal luta de galos do que estes dois grupos estereótipos de pessoas, com mindsets tão diametralmente opostos entre si?… 


Qual Big Brother, qual Naked Attraction*, qual quê!…


Eu haveria, claro, de torcer pelo grupo dos crentes. Torço sempre pelos mais fracos. De físico e de espírito.

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* Este último reality show ainda não chegou à Tugalândia… Mas não deve tardar muito. Já vi produções televisivas mais pró pornográficas no canal generalista que um dia há-de passar a chamar-se TVM. M de Malveira, como é óbvio...

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

• A Real Politik

Esta verdade, que até poderia ser de La Palisse, vi-a já há algumas décadas atrás dita por Edson Athayde e atribuída por este ao seu alter ego, o imaginário tio Olavo…

Numa pesquisa recente, parece que afinal essa autoria é de um senador brasileiro, Esperidião Amin, do estado de Santa Catarina…

No final, o que ambos estes cidadãos querem chapar-nos na nossa cara é que para se conquistar o poder em eleições suposta ou minimamente democráticas e livres há que:
  • Antes do sufrágio, é mister prometer amanhãs que cantam, apanágio de ideologias de esquerda,
  • Depois do dito sufrágio, e com o poder já conquistado, há que implementar de imediato todas as medidas mais impopulares e eventualmente necessárias, prática sempre indissociável dos politicos da ala direita.

E com o aproximar do fim da magistratura, voltar ao mesmo. É assim a normal alternância dos ciclos políticos nas agendas de governos: esquerda, direita, esquerda, direita Pena é que o ciclo positivo, o esquerdino, dure tão menos tempo que o seu oposto…

Mas, pronto, já sabemos todos com o que contar. Que para surpresas já bastam as pandemias que por aí virão.