domingo, 7 de outubro de 2012

• O pano verde-rubro

Gentchi!!!...

Vamu relembrá e reavivá aquela manifestação de carinho que esse grande gaúcho, o Luís Felipe Scolari, nos incutiu na nossa alma colectiva.

Vamos todos pôr estandartes e bandeiras de Portugal viradas de cabeça para baixo em todas as portas, janelas ou varandas de nossos lares, imitando assim o inconsciente acto subversivo que o presidente Cavaco - esse símbolo da nação, para mal dos nossos pecados, a enxovalhar outro símbolo - teve anteontem, nas comemorações da implantação da nossa ainda jovem mas já vetusta República. 

Vamos todos mostrar o nosso não-apoio á equipa (governamental) de todos nós.  ;-)

É uma casa portuguesa, com certeza. É com certeza uma casa portuguesa. Hão-de dizer de nós os marcianos, com um sorriso amarelo mas ternurento… porque apesar de tudo, somos bué fofos e kiduxos com aqueles que nos governam. E que têm de dar contas à filha da mãe da Troika!... 

sábado, 6 de outubro de 2012

• Adriana Xavier

Cá vai um resumo do que aconteceu de deveras realmente importante - e quiçá original, que sempre é melhor ainda... - no passado mês de Setembro na vidinha política da nossa pobre e enxovalhada nação… isto na minha rasca perspectiva pessoal.

Adriana resolveu participar nas manifs. À sua maneira, demarcando-se com uma atitude individualista. Segundo alguns, que trataram mais tarde de a vergastar nas redes sociais, desolidarizando-se dos nobres objectivos de um suposto colectivo. Em boa verdade, uma amálgama de mentes quase dementemente reunidas em torno de uma vontade de gritar para não ficarem caladas.

E o que fez a nossa piquena? Tão-só afirmar que o importante é o Amor. E eu digo: "É verdade! A miúda tem razão…". É que já Gilbert Bécaud, esse kota gaulês, que gramou com o venerado Maio de 68, em anos idos nos lembrava isso.

Mas a inteligência da nossa praça pública está definitivamente cega. E "democraticamente", como convém, só admite os protestos em uníssono carregados de ódios. De lutas de classes. Corporativos. Militantes. Não tolera qualquer ruído que distraia o povo do essencial das suas reivindicações. Nem sob a forma da inocência de uma adolescente de coração puro.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

• Sem palavras…

E tantas vezes ando eu a autoflagelar-me e a crer que sou rasca!… 

A imagem deste post é um anúncio da Penthouse lusa, publicado na última edição desta revista de carácter cultural. Só mesmo cá é que a mensagem subliminar passaria… 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

• Capitalismo e Comunismo

Esta era a dualidade em que na segunda metade do século passado, após o último conflito mundial "quente", o mundo pareceu dividir-se.

Uma dualidade competitiva que impulsionou a corrida ao espaço dos seres humanos. Que os fez chegar à Lua.

Mas também uma bipolaridade ideológica que causou a proliferação de arsenais nucleares com o potencial para destruir a nossa Terra várias vezes de seguida.

Com Mikhail Gorbatchov e a sua perestroika esta clivagem da humanidade começou a esbater-se. Ao ponto de hoje o comunismo não ser mais do que uma curiosidade histórica.

O capitalismo tinha tudo para cantar vitória. 

Mas depois, sem uma força antagonista, como o era o comunismo, entrou num processo de destruição autofágico. Desenfreado.

O que faz como que eu me questione… 

Num estado, o governo é como uma mãe e nós, os cidadãos, semos os seus filhinhos. Toda a mãe que se preze é suposto cuidar da sua criação, certo?...

Nos regimes ditos capitalistas actuais, o governo é como uma jovem mãe toda moderna e junkie. Deixa os seus catraios andarem ao Deus-dará. Subnutridos e cheios de piolhos. Porque só tem olhos para essa cocaína que é a economia. A que está agarradíssima. Uma carocha de merda, esta desnaturada mãe!...

Nos antigos regimes comunistas, por outro lado, o governo era como que uma velha e esclerosada mãe-galinha. Super-protectora dos seus rebentozitos. Obstinadamente repressora de quaisquer desvios dos seus pintaínhos mais escuros. Um amor de mãe castrador, portanto.

A melhor mãe para todos nós deve estar, concerteza, aquela que se posicionar a meia distância destes dois casos que se extremaram com o tempo.

Será que ela existe?...

segunda-feira, 30 de julho de 2012

• Também quero!!!...

Ora deixa cá ver!... Afinal, eu sou um candidato a presidente das Nações Unidas. E também já o fui à presidência desta nossa nação lusa. Portanto, também me sinto no direito de ter uma.

Bom, admito! Fui e sou um candidato fantoche. Mas precisamente por isso mesmo é que eu merecia, mais do que outros que p'rái andam, que alguma dessas universidades que p'rái existem me desse um canudo de licenciatura de fantochada.

E dito isto assim, há que pedir perdão pela redundância. Porque julgo que a maioria dos canudos obtidos no ensino superior português, desde a proliferação das universidades privadas, devem, concerteza, ser de fantochada. Da treta. 

É que... Não vos parece, leitores, que só damos de caras por aí com doutores da mula russa???… Acaso não vos haveis perguntado amiúde, a meio duma reunião qualquer, isto: "em que porra de sítio é que este gajo andou a estudar?".

Mas voltando ao meu canudozito… Em que raio de curso superior é que eu me formarei?… Em que área é que eu não faria má figura, mesmo não tendo estudado a ponta dum corno? 

Já sei!!! A minha licenciatura oficial será em: Estudos astrológicos aplicados à macroeconomia global

Tenho dito. Afinal, esta é uma área do conhecimento humano em que até as maiores broncas são perdoadas com absoluta naturalidade aos mais supra-sumos crâneos humanos.

sábado, 30 de junho de 2012

• Cidadania à séria

Existe um lugar neste Portugalito onde vale a pena ser cidadão como deve ser! E não rasca, como o autor deste blog.

Por várias razões. Porque o lugar é de uma beleza rara e sublime, incomparável com o resto da paisagem lusitana, tal como Lord Byron nos fez ver. Porque lá em cada mais pequeno recanto se respira paz. Porque o ar que na serra e no mar nos enche os pulmões refresca até a alma. Porque lá todas as pedras contam histórias. Porque até lá apetece ir sempre. E estar. E viver.

E porque existe nesta terra abençoada de Sintra um bem organizado Banco de Voluntariado, quiçá exemplar para todas as restantes Câmaras Municipais da nação valente e imortal. Em que o acto de querer ser voluntário é de facto escutado. Em que são propostos aos cidadãos que querem voluntários reais desafios. Em que a dádiva desses cidadãos é mesmo não desperdiçada.

E é por isso, concerteza, que abnegados voluntários são lá em grande número. Nobre povo aquele, sim senhor.

Sintra vale mesmo a Pena.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

• Mar de calmaria

É o que tem sido este mês de Maio. Águas paradas. Vento ameno. Que vira as páginas, como se estas os dias fossem, uma a uma.

Mês de sementeira feita. A esperar que os frutos venham. Promessas de boas - excelentes, mesmo - colheitas a caminho. Ventos de feição se levantarão, para a navegação rumo ao futuro.

Maio arrancou, comigo andando aos caídos. Entregue às traças. Mas este final do mês está a ser agora um turbilhão crescente. A ponto de não ter havido lugar de pôr a escrita em dia. E até este post parece só para picar o ponto... E é.

Mas bem… Isto não é um muro das lamentações. Boa fortuna vem por aí. Já lhe sinto o perfume bem intenso. E há no ar um cheiro de terras distantes. Todas misturadas.