quinta-feira, 31 de agosto de 2017
segunda-feira, 31 de julho de 2017
• No lo han logrado
Nos últimos tempos, e graças à minha labuta árdua, tenho tido a felicidade de descobrir mais alguns recantos deste país onde nasci que ainda faltavam no meu curriculum vitae geográfico.
E em cada novo lugar onde vislumbro uma súbita alegria e um querer de lá viver, uma ideia me assalta…
A de que os aprendizes de feiticeiro que por acaso do destino desta nação tiveram a desdita de o governar, com a sua política de terra queimada e de empobrecimento, não chegaram a conseguir dar cabo da arte de viver em Portugal.
sexta-feira, 30 de junho de 2017
• Já não é como antigamente...
A silly season, digo. Já não é como antigamente. Ou então sou eu que já nem ligo pevide à política tuga.
Mas de quando em vez, e porque ainda vejo alguns noticiários na pantalla cá de casa - raramente, sim, mas vejo -, lá tenho de reparar nas invariavelmente pobres intervenções públicas de um alegado líder da oposição ao actual governo, a quem a vidinha não deve andar a correr mesmo nada, nadinha de feição...
Mas de quando em vez, e porque ainda vejo alguns noticiários na pantalla cá de casa - raramente, sim, mas vejo -, lá tenho de reparar nas invariavelmente pobres intervenções públicas de um alegado líder da oposição ao actual governo, a quem a vidinha não deve andar a correr mesmo nada, nadinha de feição...
Vou começar a ter pena de Pierre Pas Lapin.
segunda-feira, 29 de maio de 2017
• Agora reparo...
Tudo tem sido pró fixe no Portugalito desde que a geringonça apeou do poder executivo os aprendizes de feiticeiros.
E isto tanto nesse mundo de fantasia que é a macroeconomia - sim, que isto dos mercados, agências de ratings e demais cenas da alta finança é coisa que a maioria de nós nem podemos cheirar o quanto fede - como na vida real e palpável ao Zé Povinho.
Ele é os indicadores económicos a evoluir lenta mas favoravelmente, sobretudo esse fantasma do défice. Ele é as pessoas a consumir mais e com suficiente despreocupação. Ele é o turismo a crescer em flecha, essa parcela hoje tão relevante das nossas exportações, como jamais se vinha vendo…
E depois na vida quotidiana vemos êxitos inéditos, assim de repente e em catadupa, como nos nossos mais ousados sonhos. Nas artes e no desporto, por exemplo. Como as súbitas consagrações do nosso talento particular na Eurovisão e no futebol. E noutras áreas.
É Portugal a estar na moda junto da opinião pública de tantos outros países deste mundo. É a felicidade estampada nos rostos de quem nos visita. Que nos contagia e nos faz pensar que esta pode ser, afinal, uma terra bendita.
Isto tudo deve ser tão duro de engolir áqueles que por incompetência, ignorância e inabilidade tanto fizeram por que a Felicidade Nacional Bruta fosse sacrificada ao Produto Interno Bruto…
É um argumento clássico nos filmes yankees: vemos tantas vezes nessa sociedade tão competitiva como a norte-americana a turma dos certinhos, betinhos, graduados em Harvard serem batidos no fim pelos toscos, que passam o filme todo a ser humilhados, troçados e vencidos pelos primeiros. Mas no final a vitória é dos pobres coitados que fazem das fraquezas forças.
Tantos execráveis personagens andaram a gozar com esse banana que era o Mário Centeno… Que o destino lhes serviu umas bofetadas com luvas de pelica, bem dadas por sinal.
Também temos de agradecer a uma providência divina termos hoje um árbitro a sério. Um amigo e pedagogo. Marcelo, não páres!… Não deixes de ser quem és, apesar de certas vozes, das quais sempre se disse que não chegam ao céu.
Acho que podemos todos dizer que o pesadelo acabou.
sábado, 29 de abril de 2017
• Cosmos Discovery - a exposição
- E porque é que nunca mais fomos outra vez à Lua?…
Eis a dúvida naturalíssima da minha filhota, que nasceu bem depois dessa corrida ao nosso satélite, promovida entre a ex-União Soviética e os Estados Unidos da América, enquanto eu e ela visitávamos a Cosmos Discovery Lisboa e nos deslumbrávamos com relatos e artefactos de façanhas da nossa humanidade que foram mais minhas contemporâneas.
Eis a dúvida naturalíssima da minha filhota, que nasceu bem depois dessa corrida ao nosso satélite, promovida entre a ex-União Soviética e os Estados Unidos da América, enquanto eu e ela visitávamos a Cosmos Discovery Lisboa e nos deslumbrávamos com relatos e artefactos de façanhas da nossa humanidade que foram mais minhas contemporâneas.
- Porque entretanto os economistas passaram a dominar este mundo. - retorqui eu, resignado.
E é triste que tal tenha acontecido. Os economistas são os eucaliptos da humanidade. Secam toda a iniciativa que não vise o lucro puro e duro. A economia é a área das ciências que trava todas as outras e em consequência, o avanço da civilização terráquea.
Oxalá que esta exposição itinerante por várias capitais deste mundo e que aterrou por agora aqui em Lisboa - em Belém, lugar que evoca outras epopeias de descobertas doutros tempos bem mais vindouros - inspire algum ser que venha a evoluir para crescer como um novo político da estirpe de um John Fitzgerald Kennedy. E que este ciclo seja revertido antes que cheguemos a uma nova idade média do conhecimento científico.
Maldita economia, que nem ciência exacta se deveria considerar ser. É no meu entender mais uma arte divinatória, como a astrologia. E a astronomia é que importava desenvolver.
“We are all in the gutter, but some of us are looking at the stars.”
- Oscar Wilde
E os contabilistas só sabem olhar para baixo, para os numerozinhos vomitados em continhas de somar e subtrair nos rolos de papel que as suas arcaicas calculadoras vão desenrolando, acrescento eu...
sexta-feira, 24 de março de 2017
• O essencial
Isto é notório nas suas acções e palavras. Enquanto uns grandes se descuidam a dizer merdas, outros, pequenos, acreditam que têm por missão fazer merda.
Outros há ainda, a esmagadora maioria, que só querem tratar das suas vidinhas. E se alguma merda - leia-se contratempo - desvia estas formigas do seu carreiro alguns metros ou segundos daquilo que lhes é habitual, em vez de olharem o lado positivo - um súbito intervalo nas suas chatas rotinas - só se queixam de consequências menores do incidente entretanto ocorrido.
Os seres humanos estão a perder a capacidade de ver com o coração. Estão a esquecer de amar.
E não é só de se amarem uns aos outros. É de amarem também as pedras no caminho, essas sementes de castelos.
Sinto-me hoje a divergir tanto e cada vez mais da raça humana, em cujo seio nasci. E se eu também estou a deixar de amá-la, queria ao menos ainda encontrar algum elemento como eu a quem amar. Para não ter só amor próprio.
Eu já amei a alguém. Julgo que ainda amo a esse alguém. Mas hoje amo sozinho. O meu bem-querer deixou de ser essencial, como já foi. E é preciso viver e deixar viver.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
• O ano do Galo
Já lá vai mais de uma semana. Foi no passado dia 28 de Janeiro do “nosso” Calendário Gregoriano que os povos do chamado Império do Meio entrou no ano do Galo.
Bom, isto é um evento que se repete de 12 em 12 anos. Nada de muito transcendental até aqui. Mas houve algo em que os chineses passaram a reparar um pouco mais desta vez…
A região administrativa especial de Macau, desde o final do século passado sob a alçada da República Popular da China, absorveu e virtualmente tornou como seu um símbolo deste país onde nasci: o Galo de Barcelos.
Nos últimos anos tornou-se um souvenir assaz procurado entre os turistas que visitam Macau.
Entre estes visitantes a grande maioria é originária da mainland China. E esta gente redescobriu agora este curioso galo feito de barro e desatou a comprar esta peça de artesanato como se fossem pastéis de nata quentinhos.
Entre estes visitantes a grande maioria é originária da mainland China. E esta gente redescobriu agora este curioso galo feito de barro e desatou a comprar esta peça de artesanato como se fossem pastéis de nata quentinhos.
Será isto um bom presságio para este ano na Lusitânia?… Oxalá que sim. Mas mesmo esses eventuais bons ventos não me impedirão, porventura, de trocar estas paragens por outras do longínquo Oriente.
É lá que prevejo fazer um reset à minha existência e reiniciar uma cidadania de forma sã e útil.
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