terça-feira, 25 de novembro de 2014

• ¿#@%=&)!*?…

Inda no princípio deste mês estava no bem bom, a gozar até dizer chega do belo do sol algarvio… E agora que voltei para Olissipo, em boa verdade vos digo, ó leitores deste blog…

Que merda de vida que as pessoas aqui 
na capital levam, senhores!!!…  :-(

Não se tem noção disso a não ser quando nos ausentamos daqui por um longo período. Porque infelizmente andamos todos a dormir, os que vivemos na região da grande Lisboa. E habituámo-nos a este estéril rame-rame.

Então a passear ao domingo á tardinha por um qualquer desses centros comerciais mais grandinhos e popularuchos de Lisboa ou sobretudo dos arrabaldes - situação a que me vi forçado para servir de companhia à minha filhota - é que a realidade me bateu uma vez mais de frente, se preciso fosse até. Tanta gente com vidinhas tão vazias…

Vidas que talvez tenha sido, digo eu, a situação política, económica e social do nosso país - e do actual mundo globalizado - que reduziu a uma expressão minimalista de felicidade q.b.. Reflectida nos rostos dos transeuntes da rua, desta rua esmorecida e de todas as ruas da cidade grande. Que vive e pulsa para gerar riqueza e mais riqueza, sem parança. E não para essa tal coisa da felicidade. 

Mas com isto tudo, eu cá não me posso mesmo queixar da minha própria vidinha. Nadica de nada… Eu sei que isto é uma atitude assaz redutora e egoísta, mas bom... por hoje - só por hoje, mesmo - quero lá bem saber.

sábado, 18 de outubro de 2014

• Anestesiado

É como me sinto. Anestesiado. Alheado da realidade. Da mais ou menos absurda conjuntura socio-económica e política que a todos nos condiciona.

E porquê?… Porque estou num retiro - podemos afirmar que espiritual - no Algarve. Na fronteira entre a agora nesta época pacata vila de Armação de Pêra e a mui aprazível freguesia de Porches. Alojado numa unidade hoteleira que se gaba de ser a melhor do pedaço. Não é difícil tal façanha…

Tecnicamente, pode-se chamar ao que eu faço quotidianamente trabalho. Afinal, estou a vender várias horas do meu dia ao serviço deste boutique hotel. E sou pago por esse facto.

Mas quereis saber o que eu faço, na verdade?… Brinco. Todo o santo dia. É isso. Brinco.

Brinco com seres humanos de todas as idades. Desde um aninho de idade até pacatos anciãos. Vá lá, também tenho de olhar pelos mais pequenitos. Tenho de ser um paizinho para estes. E com os adultos tenho de ser um companheiro para jogos e passeios. Enfim, passo os dias a ser um gajo porreiro para a malta toda.

E a malta toda a que me refiro são, claro, os hóspedes do hotel. Um grupo aleatório de pessoas das mais diversas nações europeias emissoras de hordas de turistas. Predominantemente britânicos, é certo. Mas também alemães, franceses, russos, belgas, polacos e etc..

Unidos num estado de espírito comum à quase unanimidade deles: não lhes apetece fazer a ponta dum corno. Apenas gozar os dias prazeirosos de fim de época alta, que muitas vezes é este Algarve a melhor região de Portugal continental a poder proporcionar-lhes tal glorioso desiderato.

Não estou a comungar com eles no dolce far niente porque não posso. Afinal, era o que mais faltava se eu ainda fosse pago para me deitar o dia inteiro numa espreguiçadeira á beira duma piscina!… Tenho de me mexer uma beka. Mas não custa absolutamente nada aquilo que faço. Acho mesmo que descobri o melhor emprego do mundo. E que eu poderei transformar em melhor ainda. Existe aqui uma margem de progressão bem catita.

E imerso neste ambiente social, e gozando este belo deste solzinho sulista, e olhando esta marzão tão azul, escuto por vezes ecos longínquos vindos da caixa que mudou o mundo. Que me lembram que ainda existem chatices tipo o Novo Banco, cheias na Baixa, broncas sobre colocações de profs nas escolas, as próprias escolas e a reforma do IRS. E pessoas que se atarefam com essas merdas na capital. Pobres coitados!… 

Quer-me parecer que o segredo da felicidade é cagar lá de bem alto em cima dessas porcarias todas. Como fazem por cá as filhas da mãe das gaivotas aos lisboetas stressadinhos como moi, quando as deixamos um tudo-nada marafadas com as nossas manias.

Deviam era de virem-se embora todos para o sul, ó alfacinhas! Que eu já fiz um intervalo para ir até Olissipo e não descansei enquanto não rumei de volta para aqui. Mas isso sou eu, que posso gabar-me de ser um cidadão livre. Rasca, sim, mas livre como o vento. E cada vez mais me sinto livre da pulhice daqueles que dizem que têm de ter um tal de sentido de estado.
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Nota: a foto deste post mostra a magnífica capelinha da Senhora da Rocha. Descubram onde é e venham p'ra cá, que decerto não se irão arrepender, ó leitores. Asseguro-vos.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

• O próximo Dono Disto Tudo

Havia p’rái um bastas vezes citado mamborreiro - já não tenho bem a certeza de quem se tratava o dito cujo - que clamava que desde que tinha visto um porco a andar de bicicleta já acreditava em tudo.

Eu é mais desde que vi um banco com 150 anos de história cair em 15 dias.

Que toda a gente antes da sua queda estrondosa afiançava que era um banco sólido. Inclusivé houve um certo presidente da república a fazer esse frete aos accionistas dessa desditosa instituição financeira.

Ficou o lugar de DDT, Dono Disto Tudo vago. E não se vê no horizonte outra entidade que venha assumir essa laboriosa função na nossa sociedade à beira-mar prantada, a tomar os seus banhos de sol bem merecidos no passado mês de Agosto. Altura em esta farsa toda do banco bom e do banco mau estoirou.

E sendo assim, está-me a apetecer chegar-me à frente. Não bem eu mesmo mas o meu recente alter ego neste mês de Setembro glorioso.

Ficam a conhecer, pessoas, o rei Nep, um vosso criado. Um rapaz jeitoso e deslumbrante na foto sua aqui acima reproduzida. Que já fez mais pela popularidade da monarquia junto dos "seus" jovens - muito jovens mesmo; alguns ainda mal começaram a dar os primeiros passos... - súbditos britânicos de férias no Algarve do que o príncipe Charles, filho of His Majesty, the Queen!...

O futuro são as crianças, dizem-nos sempre por aí, a torto e a direito. And since the kids seem to love me pretty much… So…

E ademais, serei sempre verdadeiro. Eu cá sou totalmente WYSIWYG, What you see is what you get. Um real clown do princípio ao fim. E não apenas no fim, quando chegar a vez da minha queda também.

sábado, 2 de agosto de 2014

• A política tuga trocada por miúdos

Como é que queremos que a União Europeia nos continue a mandar p'ra cá uns valentes maços de notas verdinhas se nós mandamos p'ra lá uns trocados apenas? Moeditas que a julgar pela forma torpe de pensar de Pierre Pas Lapin era algo que não nos devia fazer cá falta nenhuma... Nem davam para pagar uma bica.

Que falta de visão deste governo, benzódeus!...  ;-)

Uma ocasião d'ouro para nos livrarmos da miss SWAP's, tal como nos livrámos do cherne no passado... e ainda por cima podíamos capitalizar em grande... Já que os gajos curtem bués a chalava .. E deixamos passar esta chance assim, sem pensarmos muito.

A silly season deve ter mesmo umas costas largas cum'ó caraças!...

segunda-feira, 21 de julho de 2014

• Já nada de nada serve...

…Ou por outras palavras, desta feita na língua de Camões, o que Beatrice Webb (1858–1943) nos quis dizer foi: “De nada serve salvar uma nação cuja classe trabalhadora foi deteriorada”.

E nós estamos a deixar que isso aconteça!… Na ânsia de governos apresentarem uns aos outros na União Europeia números cada vez mais bonitinhos nas finanças públicas próprias de cada um, estamos a descurar aquilo que é inquantificável.

Andámos a fechar os olhos à destruição de empregos a dar com um pau. Enviámos para a inactividade - tantas vezes prolongada por demais - milhões de europeus, alguns dos mais qualificados de entre nós. Não deixamos muitas esperanças a quem está a entrar neste momento no mercado de trabalho. Criámos desmotivações e desinteresses mil nos que ainda se vão mantendo activos.

Valerá a pena andarmos a trabalhar uma vida inteira como mouros para depois vermos assim desmoronar-se tanta instituição ou empresa sólida - supostamente, é bem de ver... - com tanta facilidade e em tão pouco tempo, como o em que vem perdurando esta estúpida moda política da austeridade?…

E se isto tudo passar um dia, se eventualmente passar, a quem vamos pedir para arregaçar as mangas e reconstruir a nossa economia? Onde vamos desenterrar essas energias?

Eu já não sei o que eu quero fazer do resto da minha vida profissional activa. Mas alguma coisa terei de fazer, claro, para sobreviver. Agora, nunca mais darei o litro. Nunca mais trabalharei por gosto, presumo. E isso assusta-me.

Vai ser preciso um milagre. Um milagre dos grandes. Enorme, do tamanho do universo. Maior do que a estupidez - predita por Albert Einstein - que vem grassando na classe política europeia.

Um dia ainda relatarei aqui neste blog as minhas aventuras de sobrevivência ao governo de Pedro Passos Coelho e à sua infernal máquina do estado, que tanta terra queimada tem deixado por aí…

sexta-feira, 6 de junho de 2014

• A chave que faltava!…

Descobri hoje, vejam lá, com algum alívio interior, que a chave para compreender finalmente a política portuguesa actual já foi produzida no início do século passado pelo bom do Fernando Pessoa…

Mas isto pode ser uma consolação demasiado optimista para a dureza absurda dos tempos que vivemos. Porque será talvez um pouco como supor que algum lampejo de inteligência habita na mente daquela menino que anda a brincar de ser primeiro-ministro, violando de uma forma sistemática, casmurra e ignorante o espírito do livrinho sobre o qual jurou servir a nação e os portugueses.

Será que... Afinal o gajo até é esperto?... Este repentino pensamento agora assusta-me cumó caraças...

domingo, 25 de maio de 2014

• Votar p'ra quê???...

Tu que dizes que não vais votar… Viste no que deu da última vez em que decidiste também não votar? Alguém escolheu por ti. 

E os grandes defensores da troika dentro de portas tomaram as rédeas do poder. Como bem queriam. Tudo fizeram para que outras soluções do governo anterior para a crise que caiu de pára-quedas no nosso colo não fossem para a frente.

E forçados ou não, transformaram isto aqui que ainda era uma democracia, apesar de tudo, numa bancocracia.

Há quem ache que o desapontamento com a classe política actual gerará mais abstenção nas urnas. Eu tenho para mim que deveria era ser o contrário! Que o descontentamento com o rumo da política hoje apelasse a que mais alguns de nós viessem a usar a sua arma nestas eleições europeias contra aquilo que os afecta e prejudica.

Justamente nestas eleições é que temos de dizer à Europa que não estamos contentes com o tratamento a que nos sujeitaram. Obrigadinha, sim, queridos irmãos europeus… Vocês foram uns bacanos. :-(

Eu não sou visceralmente contra as pessoas que nos governam nestes dias de chumbo. Compreendo que na sua boa fé crêem que nos levam pelo melhor caminho. Só que eu não creio assim!…

E quero sobretudo que a nossa boa velha democracia volte e que a puta da bancocracia seja derrotada com estrondo. E de uma vez por todas.

Por isso fui votar today nestas eleições europeias. Não contra pessoas mas contra as boas intenções de que dizem o inferno está cheio. Quero que o Parlamento Europeu se encha de tribunos que defendam realmente e em primeiro lugar os povos que os elegem e não tanto os grandes banqueiros e especuladores internacionais.

Posso ser um cidadão rasca… Mas não brinco em serviço.