sábado, 12 de abril de 2014

• Anedotário Rasca - III

Andando a vasculhar nos meus arquivos digitais, em busca de lenha para alimentar esta novel rubrica, Anedotário Rasca, deste blog cuja manutenção está a ser deveras negligenciada pelo seu autor, eu… Descobri esta velha anedota corporativista, a que se vai seguir a respectiva narração neste presente post.

Eu segui uma vocação que me fez cursar engenharia, onde me formei vai para quase 30 anos. E ainda bem. Detestaria que a minha vocação fosse alguma vez economia!… 

Os engenheiros devem na sua maioria ser cidadãos com valores de esquerda. Enquanto os economistas serão à direita. Os engenheiros são criativos. Os economistas são copistas, e mal!…

Antes, isto aqui na Tugalândia era governado por engenheiros e as coisas não corriam assim tão mal. Comparando com o que os cabrões dos economistas nos fazem passar agora! E por isso, aqui vai a minha vingançazinha. Vamos lá à tal anedota… 

ENGENHEIROS vs. ECONOMISTAS

Numa estação da CP estavam três engenheiros e três economistas à espera de apanhar um comboio para ir a uma treta dum congresso. Os três economistas vão até ao guichet e compram três bilhetes. A seguir vão os três engenheiros e só compram um bilhete. Os economistas ficam espantados e perguntam: 

- Como é que vocês são três e só compram um bilhete?… Não têm hipótese de fazer a viagem e passar o mesmo bilhete para os três!

- Não se preocupem, vocês já vão ver - respondem os engenheiros. 

Mal entram no comboio, os três engenheiros dirigem-se à casa de banho e apertam-se lá dentro o melhor possível de maneira a fechar a porta. Quando vem o revisor, pica os bilhetes dos economistas, vê a luz da casa de banho acesa, bate à porta e diz: 

- Bilhete, por favor!

A porta abre-se só uma frestazinha, através da qual sai uma mão com o bilhete. O revisor pica-o, agradece e segue. Os economistas acham a ideia fantástica. 

- Temos que fazer esta cena no regresso. Aqueles filhos da mãe dos engenheiros são uns génios!…

No dia do regresso os três economistas compram apenas um bilhete enquanto os engenheiros não compram nenhum! 

- Como é que vocês vão viajar sem bilhete??? É impossível!!!…

- Vocês vão ver. Está tudo sob controle - retorquem os engenheiros. 

Quando entram no comboio, os economistas trataram de imitar os malandros dos engenheiros, espremem-se todos para dentro de uma casa de banho, não sem algum desconforto, e fecham a portinha.
Os engenheiros fazem o mesmo na casa de banho em frente. Passado nem um minuto, sai um dos engenheiros da sua casa de banho, bate à porta da casa de banho dos pobres economistas e diz:

- Bilhete, por favor... 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

• A voz dos muros - X

…for dreamers, for idealists, for those who dare to think differently from the flock. For foolish people like me. For those who are getting a sense of not belonging to this ruling and overwhelming mediocrity.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

• O Rendimento Básico Incondicional

Há uma coisa que hoje em dia me choca profundamente...

Em Portugal tem existido um inexplicável silêncio sepulcral sobre a próxima grande revolução mundial, que se aproxima a passos largos. O que eu acho muito estranho. Para não desconfiar de algo que me cheira assaz a podre, mesmo…

Essa revolução social que aí vem - de uma forma fatal, direi eu... - visa, antes de tudo mais, um objectivo mui nobre e altivo: a erradicação da pobreza. É uma coisa boa.

E no entanto os media andam a distrair-nos com uma data de outras histórias! E os actores da cena política, social e económica só desejam é estar entretidos com miudezas… E eu cá com os meus botões pergunto-me: PORQUÊ???…

Os políticos, em particular, presumo que estarão a enveredar por um colectivo e cínico sentido de oportunidade. A esperar por um acto eleitoral mais importante. A eleição de um novo parlamento português. De um novo governo. Uns e outros não devem querer por enquanto brandir essa bandeira. Para não dar trunfos aos adversários.

Existiu até ao passado dia 14 de Janeiro de 2014 uma Iniciativa de Cidadania Europeia para o Rendimento Básico Incondicional, para levar a se discutir publicamente esta proposta do RBI no Parlamento Europeu. Por petição pública. Que falhou. Não foram recolhidas as assinaturas em número suficiente para aquele conjunto de bundas moles de eurodeputados se começarem sequer a mexer… Que chatice!...

O RBI parece uma ideia peregrina. Um pensamento bem out-of-the-box. Mas não é uma utopia dos dias de chumbo de hoje. Não. Já no séc XVI Thomas More a formulou.

E já existem conceitos similares ao RBI postos em prática no mundo de hoje. E não só em países onde a pobreza é uma enorme chaga social. Por exemplo, cidadãos canadianos de algumas regiões já usufruem de uma espécie de RBI.

E na Europa?… Enquanto o Parlamento e a Comissão Europeia continuarem a dormir na forma, a Suíça, esse país do terceiro mundo, vai votar este ano o seu modelo de RBI por referendo nacional de braço no ar, típico daquela belíssima e peculiar democracia daqueles malucos dos helvéticos. In your face, you lazy eurocrats!… Mai’nada!

Esta recente crise económica global, que foi a maior bosta que os donos da economia mundial podiam ter evitado, se não fossem umas arvéolas gananciosas, gerou toda uma enorme população de novos pobres. Agora nós, os outros, temos de nos unir afim de limpar esta gigantesca cagada. 

E não há melhor solução do que o RBI. Melhor e para todos. Até para os que afundaram o mundo na fossa. It’s a win-win situation.

Vamos poder respirar todos muito melhor. Mas era preciso debutar, no mínimo, com uns simbólicos primeiros passos, Coelho…

domingo, 5 de janeiro de 2014

• Anedotário Rasca - II

Dois casais jogam às cartas na casa de um deles. A certa altura o João deixa cair uma carta e quando a vai apanhar debaixo da mesa repara que a Joana, a mulher do colega Pedro, não usava cuequinhas e as suas pernas abriram-se com a sua chegada.

Nessa mesma noite, e durante um minuto em que a Joana e o João ficaram sozinhos, a Joana perguntou se ele tinha gostado do que viu debaixo da mesa. Ele "que tinha gostado muito" e então ela disse-lhe que uma vez que no dia seguinte o marido trabalhava até tarde ele podia passar pela sua casa e brincar com aquilo de que tinha gostado.

- "Com uma condição…” - diz ela - “Por ser para ti, terás de me pagar uns belos duns quinhentos euros!"

E no dia seguinte o João e a mulher do colega divertiram-se à grande tendo o João cumprido a ordem, deixando os quinhentos euros em cima da mesinha de cabeceira.

Nessa mesma noite, enquanto jantavam, o Pedro perguntou à mulher se o João tinha passado lá por casa.

Aflita, a Joana disse: 

- "Sim, passou por cá, mas só se demorou um ou dois minutos.”

E o Pedro informou-a que…

- "É que hoje, quando ele saiu do emprego, achei o João um bocado estranho... Vê lá tu que pediu-me quinhentos euros mas também me disse logo que os deixava aqui em casa hoje ainda ao fim da tarde.”

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

• A voz dos muros - IX

No meu silêncio cabiam muitos. Mas vão cabendo cada vez em menor número e em intensidade. Sinto-me cada vez mais o homem mais livre deste mundo. E quiçá, também por isso mesmo, o melhor…

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

• Anedotário Rasca - I

Um cidadão é para além de outras coisas um repositório de histórias. E eu, para além de cidadão, sou um homem que adora desempenhar o papel de contador de histórias. 

É que tenho muitas! E descobri ontem mesmo, vasculhando discos rígidos dos meus Mac’s (não consigo chamar estas ferramentas de eleição como vulgares computadores…), que possuo um interessante acervo de anedotas. Algumas bem rascas, como até convém, dado o ADN particularíssimo deste blog...

Hoje dar-se-á início a esta nova rubrica, Anedotário Rasca, neste blog que ambiciono que se torne cada vez mais da vossa preferência, meus caros leitores. 

Mas atentai bem, caríssimos, que a linguagem doravante aqui empregue pode ser algo explícita demais para aqueles indivíduos entre nós que pugnam por ser mais delicadinhos… Ou ainda para aqueles pequenotes intelectuais dos meios académicos desta Lisboa, urbe que dizem que cheira bem.

Adiante, que se faz tarde! Vamos lá à minha primeira anedotinha. Sobre os bancos e a elevação moral dos que os servem como empregados de topo da hierarquia destas nobres instituições. 

Um homem entrou no BPN, dirigiu-se à caixa e disse:

- Eu quero abrir a merda duma conta na merda deste banco!!!…

A moça da caixa, estupefacta, perguntou:

- O sr. desculpe, mas acho que não ouvi bem o que disse. Não se importa de repetir?

- Bem, vê lá se ouves desta vez, caralho! Eu disse que quero abrir uma merda duma conta na merda deste banco!

A moça pediu licença e foi contar a desagrádavel situação ao gerente daquela sucursal, que concordou que ela não era obrigada a ouvir tal palavreado. Dirigiu-se então com ela ao balcão, para abordar aquele cliente mais difícil pessoalmente. 

- Bom dia. O sr. importa-se de me dizer o que se passa? Tem algum problema com o nosso atendimento à sua questão?

- Não há caralho de problema nenhum! Eu é que ganhei 200 milhões de aérios na lotaria e quero abrir a merda duma conta na merda deste banco, foda-se!!!… 

- Percebo perfeitamente.... E esta puta do caralho só está a complicar as coisas, não é verdade?

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

• So what?...

So what?... Why all the fuss?… Porquê estão todos escandalizados estes líderes europeus sobre quem foi na praça pública revelado o suposto segredo de que andavam a ser escutados?

Não seria mais que previsível? Até mais que sabido por todos que todos, todos mesmo, podiam estar sob a vigilância de serviços secretos dessa nação que se arvora em polícia do mundo? E que quanto a isso pouco ou nada podemos fazer?

“Yes, we scan”. É o que nos diz este cartoon acima à laia de poster, que com imensa piada brinca com o brilhante slogan da primeira campanha eleitoral de Obama. E acrescenta: “Deal with it”. Ou como diria o grande arquitecto, “Aguenta!”.

Eu acredito que tudo isto não seja completamente do agrado e da vontade de Barack Obama. Mas é ele que dá a cara pela democracia americana. E quando nós somos eleitos presidente do mais poderoso país do mundo, a realidade a que temos de nos adaptar bate-nos de frente como um comboio. E não nos podemos desviar.

Como eu sempre disse, nesta vida até mesmo o homem que está no cargo de poder mais imponente neste mundo não passa tantas e tantas vezes de uma marioneta. Nas mãos do sistema.

O que me consola é que já vi marionetas bem piores e em absoluto totalmente mais absurdas do que o bom do Barraca Abana.
E depois, temos é que ver sempre a história por detrás da história que nos querem contar! Temos de fazer o esforço de pensar em ver sempre do que nos querem distrair.