quarta-feira, 6 de novembro de 2013

• Contra os cabrões...

“Contra os cabrões, marchar, marchar!”, já lá diz o nosso hino…

Pensei eu com os meus botões isto no outro dia, paseando por la calle. Ingenuamente julgando estar a ser original. E não, afinal não era. Esta mesma frase está já replicada por dezenas e centenas de blogs na Tugalândia.

Do quarteto constante no cartaz reproduzido ao lado, já só se senta hoje nas cadeiras do poder oficial o principal deles todos: o nosso querido Peter Steps Rabbit.

Eu não os consigo ver como cabrões puros e duros. Para mim são tão-só ideólogos cegos pela sua particular visão das prioridades do seu país. Que não deve ser bem o mesmo em que todos os outros de entre nós vivemos.

O país deles é povoado por gente piegas. E sobre os quais Pedro Passos Coelho quis no outro dia fazer pedagogia, sob a forma de chantagem emocional. E o que ele disse e eu ouvi foi, sumariamente, isto: que se o povo já está farto da austeridade e se for votar no principal partido da oposição nas próximas eleições, então… talvez os agiotas que ainda nos vão emprestando dinheiro para que os poderosos lusos mantenham um nível mínimo das suas mordomias julguem que é melhor fechar a torneira dos cifrões.

Ou seja, portem-se bem todos vocês - povo, partidos do arco da governabilidade na oposição (o Partido Socialista, em suma) e Tribunal Constitucional - ou o guito não vem por aí a caminho, ok?…

Era este basicamente o recado que tinha para nos transmitir, vindo dos mafiosos a quem ele submissamente deixa que lhe puxem os cordelinhos. Triste figura esta, feita por alguém que é suposto vestir a pele dum primeiro-ministro dum estado soberano!…

Quem havia de dizer que este lindo rapazito aqui ao lado, semelhante a um inocente menino de coro haveria de se metaforizar no sacaninha do testa-de-ferro que ele hoje é?… 

Ele não é o banqueiro anarquista de Fernando Pessoa. Mas não deixa de fazer a promoção da anarquia como filosofia política. A favor da banca e dos maiores poderosos da área económica. A julgar pela ideia que ele tem da valia da Constituição, essa coisa que é só a lei fundamental duma nação… 

Internamente, ainda vamos tendo uma bendita força de bloqueio que vai fazendo por travar o quanto pode os ímpetos loucos deste cabrãozinho. O Tribunal Constitucional, que nos vai demonstrando as superiores virtudes do princípio da separação de poderes nos regimes democráticos. E pelo menos agora, também vamos ver mexer algumas forças a nível externo. No Parlamento Europeu.

«A violação da Constituição não é um tema só para Portugal, mas também para a Grécia, onde foi recomendado que a recolha de impostos seja feita através da factura da electricidade», disse-nos Sven Giegold, eurodeputado alemão do partido Os Verdes. Entre outras coisas que tais, que podem ser lidas clicando aqui.

Resunidamente, o que Herr Giegold nos lembra é que para os vampiros da Troika vale tudo. 

Será que um dia haverá um Julgamento de Nuremberg que se constitua contra estes autênticos criminosos de guerra económica?...

As baixas não são tão grandes como na guerra tradicional. Nem têm tanta visibilidade. Mas as baixas também existem num conflito económico. Não foi descabido manifestantes terem apupado de "assassinos" os membros do governo português a semana passada na Assembleia da República... Porque eles porventura na sua estúpida cegueira não o verão, mas é a um lento genocídio o que as medidas por eles inventadas nos condenam.

Para usar também uma imagem do campo da medicina, Portugal é um paciente que está a sofrer hoje um duro tratamento de quimioterapia. Mas quem fez o diagnóstico da suposta doença e prescreveu o método de cura não foram médicos. Foi o próprio cancro!

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

• O meu voto no próximo domingo

Por isso, vou levantar a bunda do sofá!… Como sempre fiz.

Muitos cidadãos estão hoje desiludidos com os actores da causa pública: governantes, políticos sem responsabilidades de poder, sindicalistas e outros parceiros sociais, etc.. 

Ouvi num outro dia que não votar é estar contra o sistema. Pois, este sistema pode ser imperfeito… mas eu já vivi num outro sistema. Em que votar era um direito reservado só a alguns. Por vezes, mesmo a nenhuns. Maneiras que eu prefiro este sistema!…

Porque não sou estúpido. Este sistema, embora imperfeito, é o unico que per si permite mudar o estado das coisas.

Nas últimas eleições autárquicas defendi aqui neste blog o voto numa voz diferente. E não da minha cor política. No candidato do PSD, Hernâni Carvalho, contra a candidata à reeleição como presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Susana Amador.

Não estava e continuo a não estar descontente com a gestão que Susana Amador tem tido da edilidade. Mas quis e quero continuar a pagar para ver se é possível fazer mais e melhor.

Não vou aconselhar o voto desta feita na candidata do PSD, Sandra Pereira. Porque não é uma voz diferente, como Hernâni o era. E embora ainda jovem, já é para mim uma actriz política velha. Há demasiado tempo imersa na mesma redoma* de Susana Amador. E eu quero mudança. A todo o custo!

Se antes eu poderia ter receios de que o circo pegasse fogo se alguma vez a extrema esquerda chegasse ao poder, com este actual governo perdi todos os medos. Porque os ultra-liberais que nos governam hoje - como aprendizes de feiticeiros que eu sempre disse que o erarm - estão a ser mais intervencionistas do que os comunistas que comem criancinhas ao pequeno-almoço.

Mas com isto não quero dizer que vou votar no domingo na candidata da CDU, Fernanda Mateus. Não. Embora se devam reconhecer largas competências na maioria dos autarcas comunistas, eu quero ver ideias mais arejadas. Eu, e julgo que a esmagadora maioria dos descontentes com o status quo do nosso país.

Vou portanto finalmente proclamar quem vai ter agora o meu voto: João Curvêlo, do Bloco de Esquerda. Um puto de 23 anos apenas. Mas que sabe falar. A ponto de me convencer.

Alguém questionou se a juventude tão tenra de João Curvêlo não traria um certo óbice de falta de experiência para um cargo da responsabilidade de presidente de câmara e da dimensão da de Odivelas… Ao que o rapaz contrapôs, e bem, que experiência é o que não faltará a Susana Amador, com 8 anos à frente da câmara. E no entanto é preciso alguém que faça mais pelos que cá vivem.

Quero alguém que prometa partir a louça! Não por si mesmo a defender essa atitude. Que essa sim, será uma Nova Atitude por Odivelas. Mas pela esperança que poderá renovar em todos nós no dito "sistema".

Estou farto de quem só sabe falar em números! A maior desgraça de um país, de toda uma população, não é não ter as contas todas certinhas. É não ter como as pagar. Por não produzir riqueza. Por não conseguir aproveitar e empregar uma grande parte da sua população activa. Que anseia por não se sentir inútil. Ou fora de prazo.

E ainda por não conseguir criar as tais oportunidades que nos dizem eles mesmos - os que nos governam neste momento - que todas as crises trazem. Falácias que já só me causam náuseas!...

Vou votar no Bloco de Esquerda e em João Curvêlo. Porque ainda ontem foi ele mesmo que me entregou o seu folheto de campanha. Ele e mais um colega. Caminhando sós, ao lusco-fusco de um dia cinzento e molhado. Pela Avenida Professor Doutor Augusto Abreu Lopes abaixo, deserta a essa hora. Com o estoicismo próprios de Don Quixote e Sancho Pança. Que me comoveu. E me deu fé no futuro. E que os políticos podem não ser afinal todos iguais. É só um feeling...
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* E as suas promessas eleitorais são algo pobres. Redutoras. E pouco distintas do que a actual gestão camarária também poderia fazer. Quanto aos outros candidatos, que são Bruno Veiga, do PTP; Ernesto Reis, do PCTP/MRPP; e sobretudo Miguel Xara-Brasil, da coligação Odivelas Merece Mais (CDS-PP/MPT/PPM)… estou longe.

domingo, 22 de setembro de 2013

• A voz dos muros - VI

Love is the answer, they say... So many times.

Agora é que a "minha" crise vai começar. A resistência militante que contra a conjuntura económica tenho procurado manter está a abrir brechas na minha muralha. E por isso se torna urgente.

Eu bem sei que... 

"Love is an illusion. It's a dream from which
you wake up with a headache…"
  - Janet Fitch, "White Oleander"

Mas ainda que o preço seja uma valente dor de corno, eu preciso dessa ilusão de amar e ser amado.

Até porque contra males de cabeça desse género já vou ganhando uma certa imunidade. E uma ilusão de vez em quando não faz mal nenhum. Até dá para esquecer. E pode emprestar forças para o combate. Que é de todos nós contra… aquilo que outrora bravos revolucionários apelidavam de "o capital e os seus lacaios".

O "perigoso comunista" que está adormecido dentro de mim* ainda vai ser despertado um dia destes. Mas sem eclipsar o romântico torpe.

Onde andas tu, minha Galateia? Às tantas, já me cruzei contigo… mas ou me faltou a coragem ou a clarividência.
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* Dentro de todos nós há um. Ou devia haver.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

• O salário mínimo

Um consensualmente assim aceite grande cérebro luso da área da economia, de seu nome António Borges, já defunto, defendeu que os salários dos portugueses deveriam baixar, para impulsionar a nossa almejada retoma…

Nestas coisas das ciências económicas já estou habituado a ver os maiores crâneos a falharem previsões macroeconómicas como os pobres dos meteorologistas. E a vomitarem barbaridades que pouco devem a um senso comum popular.

Mas como os media adoram sempre uma boa história… Em prol do espectáculo em que os serviços noticiosos se tornaram, vai de dar destaque a vozes de burro! Como não chegam a o céu, devem ser inofensivas, crê-se… Mas talvez mal.

Outras correntes de pensamento ficam assim na penumbra.

Por exemplo… Alguém terá reparado que o homem mais poderoso deste mundo, o presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, afirmou no facebook estar em defesa disto aqui ao lado?…. 

Alguém se lembra que ainda recentemente um político francês lançou o debate sobre a necessidade de haver a figura de um salário mínimo europeu, comum a todos os países que integram a União Europeia ou ao menos a União Monetária em torno da moeda única, o Euro?… O que é do mais lógico que pode existir, ainda que possa parecer utópico.

Alguém notou que um político português (do sexo feminino e de esquerda) deu com uma das causas prováveis para a ligeira retoma da nossa economia o abrandar do estrangulamento do poder de compra dos portugueses, com a declaração de inconstitucionalidade de diversos cortes salariais que este actual governo quis impor?… E que acrescentou, e bem, que a defesa dos direitos dos trabalhadores afinal faz bem à conjuntura económica?.. 

Pois!…

E que dizer de algumas vozes que vão clamando a nível mundial apontando a inutilidade, e mais do que isso, até os malefícios, das malditas políticas de austeridade?… Poucos de nós reterão tudo isso.

Acrescento só mais um dado que escutei com curiosidade. Contra os ditos McJobs, que foi um "produto de exportação" do capitalismo puro e duro yankee, alguém fez ver o seguinte: se os salários pagos a todos os funcionários da McDonald's fossem aumentados para o dobro, a repercussão no preço do menu Big Mac seria a de um aumento de… 17%.

Agora, se todas as pessoas que vivem ou sobrevivem com salários de miséria no mundo inteiro vissem os seus rendimentos duplicados… Que pulo não daria a economia global na direcção do crescimento!…

A melhor partilha da riqueza nacional é algo que um dia será reconhecido como benéfico para o lucro de cada negócio individual. E como natural consequência, para o conjunto de toda a economia. E o contrário será sempre prejudicial. Sempre!

Porque será que hoje em dia tantos governantes portugueses e europeus parecem perder tão facilmente o foco nesta esmagadora realidade?... PORQUÊ???...

domingo, 25 de agosto de 2013

• "Jobs" - o filme

Fui ontem à noite ver este filme…

Embarquei nesta viagem com a expectativa de que iria ver um filme biográfico sobre um gênio que admiro e no qual se revelariam como lhe surgiram as inspirações para todo o caudal de inovações tecnológicas que ele criou Mas não foi isso o que vi.

O argumento centrou-se sobretudo na Apple, enquanto incontornável mito do empreendedorismo americano e global. E de como foi a sua gestão paradoxal, desde o seu nascimento até à morte do seu criador.

A Apple nasceu, cresceu e ficou mundialmente conhecida como a marca que maior prestígio grangeou e grangeia junto dos seus admiradores, que são em número bastante maior do que o dos seus clientes, já de si imensos à escala global. E isto após o bom do Steve, ter sido expulso da empresa-mito que ele próprio criou e da qual foi o principal mentor. Por deliberação dum conselho de administração acéfalo. E reintegrado anos mais tarde.

Se há lição que este filme nos mostra, essa é uma que eu já sabia desde o outro carnaval!… Que é, afinal:

"Quando os gajos dos números desatam a mandar nisto tudo
mais do que os outros, não há erva nenhuma que possa crescer."

É que os gajos que só olham aos números, sobretudo aqueles que têm associados cifrões, os únicos que eles acham a que accionistas são sensíveis, são os eucaliptos dos espíritos livres da nossa querida humanidade, pobre coitada...

Eles nada criam. Eles só extinguem com a sua cegueira indelével e incurável os ideais de outros, os que são loucos o suficiente para julgar que podem mudar o mundo.

Depois da sessão de cinema, não me pude impedir de fazer um estranho - e até descabido, talvez - paralelismo entre a gestão da Apple e a da coisa pública portuguesa na actualidade.

Bem sei que Portugal não é uma marca. Que José Sócrates não é nem de perto nem de longe Steve Jobs! Que Pedro Passos Coelho não é de todo John Sculley. Que os eleitores portugueses não são accionistas do seu país. E na maior parte deles, se o pudessem ser não era de Portugal que teriam a maioria da sua carteira de acções, não senhor…

Mas reparemos… Sócrates tinha ideias. Tinha projectos. Tinha sonhos. De ver o nosso país ser o primeiro no mundo no número de veículos eléctricos. De sermos energeticamente menos dependentes do exterior e do petróleo. De termos cada vez mais energia de fontes renováveis. De termos um sistema educativo inovador e de ponta a nível mundial, com a adopção do uso dos computadores Magalhães desde as mais tenras idades escolares. Por exemplo…

Sócrates também teve detractores, tal como Jobs. Porque ambos, à sua maneira, eram criativos na sua actividade. E singulares até na forma como conduziram ou conduzem ainda as suas vidas. Mas como em todos aqueles em que centelha nem que seja uma ténue luz de genialidade coabita também por vezes um temperamento irascível… Acabam por ser mal amados pelas maiorias silenciosas e sem cérebro.

Não quero e nem devo fazer aqui a apologia de José Sócrates. Mas quero sim, fazer um elogio a todos aqueles que têm espíritos criativos. Daqueles loucos que julgam que podem mudar o mundo. Que são como Steve Jobs era e disse. E que deviam ser mesmo aqueles que realmente fazem a mudança acontecer no mundo.

Não fossem as ervas daninhas dos gajos dos números e onde é que a nossa civilização já não podia estar, meus deuses…

Mas bom… Uma palavra final para agradecer ao bando de cromos que se podem ver na foto em baixo. Quem diria que sem eles o mundo de hoje podia ser bem diferente…


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Os leitores deste blog poderão ver o trailer deste filme no seu site oficial, clicando aqui, no site da IMDB, aqui, no Movie-List.com, aqui, ou aceder á sua página no facebook, aqui.

sábado, 3 de agosto de 2013

• Yeah, life sucks!...

E se fosse só isso, Charles… mas ainda há pior, hoje em dia.

É que uma vida assim não é nada de sonho. Mas ainda tinhamos ao menos o sonho. De mudar o estado das coisas para melhor. Mas até isso eles nos andam a tirar.

Eles são os "entendidos" em economia. Uma corja estúpida, maldita e - em consequência disso - incompetente que tomou conta do mundo inteiro. Se eles tivessem ganho esse domínio nos anos 60 do século passado, quando reinavam os idealistas, os que têm sonhos, a corrida para levar o homem à lua tinha morrido logo á nascença.

Hoje a ditadura é dos números. Das contas certinhas. De eliminação dos excessos. Do que eles denominam de gorduras do estado. Só é pena é que pareçam ver essas adiposidades somente nos serviços públicos. Para o bem comum de todo um povo. E não nas mordomias próprias de apenas alguns. Deles.

E segundo eles, o investimento em inovação é também um luxo a que não nos podemos dar neste momento. Não há guito…

Eu quando andei a estudar engenharia, nos anos 80, eu queria mudar o mundo. Queria participar do desenvolvimento e do crescimento do recurso a energias renováveis. Que eram as energias do futuro.

Hoje, aquele rumo que tinhamos vindo a seguir, da proliferação de produção de energia eléctrica por via eólica, solar, geotérmica ou das ondas do mar foi transformado em devaneio. Economicamente pouco viável. No curto prazo. Que é o horizonte temporal mais longínquo que eles, com as suas limitadas mentes, conseguem alcançar.

Podiamos também ser hoje um país dos mais avançados e pioneiros à face da Terra na implementação de veículos eléctricos. Mas não. É preferível não ousar. É preferível ter dívidas pagas no mais curto espaço de tempo possível. Ou é isso ou é, quiçá, a rendição aos poderosos lobbies do petróleo.

Hoje, graças a este auto-imposto estado de inanição pela submissão ao interesse "superior" das (ainda por cima) trapalhonas contas do estado, estou desempregado. Devia estar a sonhar em voltar ao mercado de trabalho. Mas…

…para fazer o quê, se já nem há empregos que, embora pudessem não ser bem pagos, ao menos nos permitiam sonhar que estávamos a produzir algo grande? Algo pelo qual valia a pena nos mexermos. Levantar da cama com um despertador.

Já não há nada disso. Já não há "pica". Eles, na sua inépcia cega, não vêem sequer que decretaram a morte do sonho.

E se calhar, irrevogavelmente. Mas como o conceito de "irrevogável" é, nas suas mentes, muito elástico… talvez ainda haja esperança.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

• A voz dos muros - V

"Eu nem sequer gosto de escrever. Acontece-me às vezes estar
tão desesperado que me refugio no papel como quem se esconde para chorar. E o mais estranho é arrancar da minha angústia
palavras de profunda reconciliação com a vida."
- Eugénio de Andrade

Nada mais há a dizer… Vejo nestas palavras a minha própria imagem no espelho, tão nítida...