terça-feira, 30 de agosto de 2011

• Acreditar

Não acredito em nada nem em ninguém. Nunca mais.

Assim Buddha, o desperto, nos aconselhava a comportarmo-nos.

Assim também o presidente da nação mais poderosa do mundo nos devia guiar. Ele e o nosso próprio presidente desta república portuguesa. Tal como o nosso primeiro-ministro. O nosso presidente da câmara municipal local, também. Até mesmo o presidente da junta de freguesia... 

Mas isto é uma verdade esmagadora que eles não podem dizer a todos nós... Que importa? Nós já o sabemos.

domingo, 7 de agosto de 2011

• Essa coisa chamada Moody's - parte II

Parece que não é só a nós, tugas, que essas coisas a que chamam de "agências de rating" - seja lá p'ró que isso serve, que eu não sei... - resolveram chatear a molécula...

Continuará Barack Obama a dizer "we're not Portugal" por quanto mais tempo?... E porque é que a gente se devia continuar a aborrecer com merdas sem jeito nenhum como estas, hein?...

À fava os lobbies que "fabricam" as notícias e os acontecimentos!... Puseram os labregos todos a falarem de repente dessa coisa chamada Moody's, uma trampa que até agora 99,973% dos lusitanos nem sabia que existia. E que dum momento p'ró outro, parece que são todos entendidos na matéria... Chega de areia p'rós nossos olhos. Já basta a que o vento me força a engolir por todos os poros e orifícios aqui no Guincho!...

E o que eu gosto do assunto Economia, meus deuses... cada vez mais.
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Nota: Estamos em Agosto. Para quem ainda não notou... Vou inaugurar neste mês de férias uma série de posts light, fresquinhos e, sobretudo, curtos q.b. E cada vez mais rascas!... Há que lixá-los! Sem meias medidas. A todos. Aos nossos poderosos de cá e aos gringos locos, que mexem os cordelinhos da ecomonia global, sem saberem ler nem escrever. Cambada de toscos!...

quarta-feira, 27 de julho de 2011

• Essa coisa chamada Moody's

Ando voluntariamente desligado de toda a realidade, mesmo desde antes das últimas eleições parlamentares. 

Não tenho puto de interesse em acontecimentos políticos ou sociais hoje em dia. Mas há sempre qualquer coisinha a fazer-nos cócegas ao bestunto, claro. E só por isso vou discorrer sobre o fenómeno Moody's...

Gerou-se p'rái uma onda de indignação pátria porque essa coisa chamada Moody's, que parece que é uma "agência de rating", seja lá o que isso fôr, que eu de economia pouco quero saber... - pareceu-me, talvez, ou serei só eu, com a minha picuinhice, que dum momento p'ró outro os entendidos lusos nessa área surgiram de debaixo do chão em grande número!... - teve o desplante de classificar o activo Portugal como... lixo.

Claro, os tugas desataram logo todos - menos eu... - a vociferar contra esta agência. Como se percebessem todos de repente de economia a potes. 

Para mim, que tenho a mania de pensar, não sei se bem ou mal, vi isto como uma atitude típica de menino com mimo a mais que estava a ser reprendido por um mestre. Sei bem que nada é tão simples assim, mas bom...

Depois, detestei a hipocrisia. Antes, quando alguma agência de rating - como creio que a Standard & Poor's (literalmente, normal e pobre...) o fez - servia para reforçar o velho e burgesso queixume "a culpa é do Sócrates!", aleluia, que até os americanos nos estão a dar razão.

Agora, que os aprendizes de feiticeiro Pedro Passos Coelho & cia. lda. - oxalá atinem, espero eu... - estão a inventar cum'ó caraças e ainda vão lixar isto ainda mais do que o antigo bode expiatório terá lixado... os gringos já são uns cabrões (bodes mais do que expiatórios) da pior espécie. Lindo!...

É o povo português no seu melhor...

E ainda ninguém disse, expressando-se na língua de Camões, que os gajos da Moody's estão certos. Mas alguém com juizo quer emprestar dinheiro a nós, estado português? Só se não tiver ninguém mais de confiança a pedir-lhe uns cobres. E em desespero de causa resolva emprestar, mas cobrando juros com língua de palmo. Como essa outra coisa da troika, ou lá o que é isso... FMI e restante confraria de la plata. Que é um saco sem fundo.

Eu vou ali e já volto... isto tá entregue aos bichos!...

Desculpem-me, meus pares lusitanos, mas tenho andado possesso...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

• Ódio

O ódio é um sentimento que eu resolvi banir da lista dos que me dou ao luxo de experimentar. Só há algo que tenho por força de continuar a odiar: o ódio, ele próprio.

Isto serve de preâmbulo à expressão da minha estupefacção perante a ressurreição de uma figura política dada como na prateleira e que Pedro Passos Coelho, dando um tiro no pé - esta gente não aprende mesmo... - foi desinquietar. Mais valia estar sossegadinho... mas ainda bem para as minhas cores que esta gente é incapaz de não fazer asneira.

Num odioso discurso - digo odiosas as palavras e não a pessoa em si que as proferiu, que só me inspira hoje uma bem pequena compaixão - Manuela Ferreira Leite, esse zombie político, veio gritar ás massas que não ficaria sossegada se José Sócrates se quedasse sequer na oposição ao futuro governo, que ela antevê já estar nas mãos do seu partido, que ela tão bem conduziu a uma derrota eleitoral nas últimas legislativas.

Uma manifestação pública de um sentimento tão baixo quanto o é este ódio político, pessoal, visceral, eu sei lá que mais, que esta senhora nutre por José Sócrates é abjectamente odioso. E num país culto, faria com que o partido desta senhora perdesse imensos votos. Mas estamos na Lusitânia... onde habita um povo canalha e que vibra com baixesas destas.

José Sócrates não morrerá de amores pela distinta senhora, também não, concerteza... Mas terá a dignidade de não o proclamar em público, tanto quanto eu me apercebo. Porque a sua assertividade inicial de há seis anos a esta parte também tem vindo a decrescer. Pudera, ele é apenas humano. E eu acho que raras vezes terei visto alguém sob um fogo cruzado tão intenso e prolongado no tempo como este homem esteve.

Acho até que o staff de Pedro Passos Coelho terá utilizado aquela senhora que atrás referi para espicaçar a conhecida irascibilidade de Sócrates. Os fins, para alguns, justificam os meios. 

Para mim, não. Prefiro andar com a coluna direita. E acho que esta é a pedra de toque que separa os do bem dos outros demais.

Se me fosse dado a escolher, meus deuses, eu gostaria que fossem os que mais se aproximam do bem que saissem vitoriosos no próximo domingo... mas isso é pedir demasiado p'ra nós, portugueses canalhas. Só temos a sorte que merecemos, afinal...

segunda-feira, 9 de maio de 2011

• Zen...

Nestes tempos que correm, de FMI's, de troikas, de eleições intercalares que se avizinham, de guerras fraticidas no Magreb, que podem ser rastilhos acendidos em direcção a estáticos barris de pólvora...

Nesta era de um presidente dos States, moreninho, chamado Hussein, que se vangloria perante o mundo inteiro de ter dado a ordem final de assassinato de um alegado monstro - como alegadamente existentes eram também pelos seus precedentes pares as armas de destruição maciça desse outro monstro, Saddam, com o mesmo apelido começado em H -  cuja lenda foi construida, divulgada e "vendida" ao mundo, qual Odisseia negra, não pelos - mais uma vez - alegadamente numerosos partidários desse inimigo imáginário, esse Obama, perdão, Osama bin Laden, mas pela intelligence americana...

Nestas horas actuais, que nem sei se conturbados, em que eu julgo que I couldn't care less, de tal modo ando alheado daquilo que ao meu redor se passa e que me deveria afectar, assalta-me esta dúvida socrática: será que é bom estar assim?...

Apesar dessa questão filosófica introspectiva me ocupar um pouco os pensamentos, o facto no entanto permanece. Je suis totalement ailleurs.

Sinto-me velho. E a pregar sempre e cada vez mais sozinho. Mas... como uma voz minha amiga dizia amiúde... Zen!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

• Vícios Corporativistas...

Manuel Alegre, candidato vencido nas últimas presidenciais, quis dizer de sua justiça na praça pública e veio vociferar condenando a iniciativa do dr. Fernando Nobre - legítimo representante da cidadania da sociedade civil, que os nossos políticos gostam de desafiar a uma maior participação na coisa pública - de ter aceite o convite de Pedro Passos Coelho, dirigente do PSD, para ser proposto por este partido a futuro presidente da nova Assembleia da República, a ser eleita em breve.

Parece que, segundo ele, tal desrespeita essa prestigiada instituição nacional, a Assembleia da República...

Com todo o respeito que este bardo da nação e um poeta combatente pela liberdade me merece, tenho de concordar consigo, dr. Manuel Alegre. Mas...

Lembrar-lhe-ia que, na opinião pública generalizada, os deputados que sempre compuseram a Assembleia da República nas suas diversas legislaturas fazem mais pelo seu desrespeito junto de nós, cidadãos comuns, e diariamente.

Fazem-me sentir que gastam o meu dinheiro, que o Estado me leva nos impostos que devo, desperdiçando tempo demasiado em feiras de vaidades, querelas pessoais e outras vanidades em vez de se focarem num mais produtivo e assertivo debate de ideias e questões essenciais ao nosso progresso civilizacional e como nação.

E acho que não fica bem no retrato quem apela a uma maior participação da sociedade civil - de todos nós não integrados em espartilhos de aparelhos partidários - na política nacional, que depois, quando um membro dessa sociedade civil se chega à frente se critique esse atrevimento. Seja lá no bom nome de que instituição for.

E ainda mais: abomino manifestações de vícios corporativistas, dr. Manuel Alegre. Eu e mais uns poucos, ou não tão poucos assim, que p'ráqui andamos, tentando viver neste país real à beira-mar plantado. País real que o senhor talvez visite algo amiúde quando vai à caça.

Quiçá deveria não disparar tantos chumbos e escutar este nosso colectivo sentir sob mais alguns outros prismas, fora do seu círculo de amizades e camaradagens.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

• O futuro presidente da Assembleia

Com o pouco interesse que ainda me resta relativamente à política nacional deste país habitado por este inqualificável povo português que nem se governa nem se deixa governar, não posso deixar de mostrar aqui que ainda não ando totalmente a dormir.

E que reparei que o dr. e cidadão Fernando José de La Vleter Ribeiro Nobre, cinturão negro de viet vo dao, personalidade que apoiei e que mereceu o meu voto nas últimas presidenciais aceitou o convite de Pedro Passos Coelho, dirigente do PSD, para ser proposto por este partido, que é um dos meus ódios de estimação, a futuro presidente da Assembleia da República.

O PTQNSGNSDG, povo-tuga-que-nem-se-governa-nem-se-deixa-governar, desatou logo a cobrir de insultos o homem... parece que, sinais dos tempos, sobretudo no facebook. Embora a mim, confesso, assim de chofre a notícia também não me tenha agradado lá muito, não me quis deixar incluir neste rebalho de ovelhas a balir.

É que tenho a desgraçada mania de reflectir um pouco e não reagir nunca a quente. E depois de fazer esse exercício mental, compreendi as razões do homem. E gabo-lhe a iniciativa.

É que vejamos... o dr. Fernando Nobre não está a aceitar ir desempenhar um cargo em que se lhe exija disciplina partidária. Não vai ter de se comportar como as restantes regateiras que nas bancadas em frente dele vão cuspir vãos impropérios uns contra os outros. Vai antes tentar pôr ordem na rebaldaria. Se para tanto tiver engenho e arte, que é façanha bem árdua. Pior do que ser educador de infãncia num qualquer kindergarten.

E depois, sempre quero ver como o Cavaco vai engolir esta pastilha. É que a cadeirinha dele vai ser aquecida pelo rabo do dr. Fernando Nobre sempre que se ausentar em visita de estado ao estrangeiro. Ou se meter baixa...

E isto tudo está a ser visto por mim também como uma forma do Pierre Pas Lapin dizer ao Cavaquinho que não o grama e só teve de o apoiar nas últimas presidenciais "porque enfim, és o Cavaco, o partido acha que te deve este frete, mas eu não vou com a tua cara, moço". E fica já na calha o apoio dele ao dr. Fernando Nobre quando em 2016 o figo seco do Algarve já não puder mais recandidatar-se, valha-nos Santa Constituição.

E tenho dito! Finalizarei agora com uma citação do dr. Fernando Nobre:

"Não há montanha inacessível, obstáculo inultrapassável, desafio impossível, vale a pena ainda continuar a viver e a lutar, contra a injustiça, pelo amor, pela compaixão e pela liberdade."
Fernando Nobre, in livro "Humanidade"

Um político que emprega no seu discurso público a palavra "amor" vai continuar a ter a minha consideração e apoio, sempre.

sexta-feira, 25 de março de 2011

• Vergüenza!

Há momentos em que tenho uma vergonha enorme de ser português...

“Lá para os confins da Ibéria existe um povo que nem se governa nem se deixa governar”, proclamou sagazmente um dia Caio Júlio César, líder militar romano que terá comandado as legiões que quiseram trazer-nos a luz da sua civilização superior.

Esses mesmos romanos que nem precisaram de sujar as suas mãos para eliminar o líder da facção dos nativos, oposta às suas sôfregas pretensões de conquista. Segundo a lenda ou verdade histórica, Viriato terá sido assassinado pelos seus próprios pares lusitanos.

É esta a imutável saga dos tugas, ao longo dos tempos. 

Como é tão canalha a alma deste povo... que tem este suicida e perverso gozo em imolar na praça pública os seus melhores filhos. Chega a lembrar a turbe que cuspia sobre Aquele que a cruz em que ia ser sacrificado carregava às suas costas... 

Apetece-me hoje gritar veramente isto à estupidez e imbecilidade grassante entre nós.

E para me despedir por hoje, só mais uma acha para a novel acesa fogueira das vaidades e das ambições de poder desmedidas...

"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-carácter, dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons.", Martin Luther King